Sob alegação de trabalho forçado, EUA impõem tarifa extra de 12,5% ao Brasil
Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira a aplicação de uma nova tarifa de 12,5% sobre produtos brasileiros, ampliando as barreiras comerciais impostas ao país. A medida, que entra em vigor nesta sexta-feira, se soma aos 25% já aplicados desde o último dia 22. A decisão foi tomada após investigação do Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) baseada em alegações de trabalho forçado.
Os EUA impuseram uma tarifa extra de 12,5% sobre produtos brasileiros a partir de alegações de trabalho forçado. A medida, anunciada nesta quinta-feira, entra em vigor na sexta e se soma aos 25% já aplicados desde 22 de abril. A investigação foi conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) e cita alumínio, algodão, eletrônicos, baterias de lítio e tabaco.
O que motivou a tarifa extra de 12,5%?
A cobrança adicional de 12,5% decorre da avaliação dos EUA de que o Brasil importa produtos de países que não adotariam padrões adequados de proteção aos trabalhadores. Segundo as autoridades estadunidenses, essas importações chegariam ao mercado brasileiro com custos reduzidos em razão de supostas práticas de trabalho forçado, criando concorrência desleal para empresas americanas.
A investigação foi conduzida pelo USTR com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. Essa mesma base legal já havia sido usada em julho do ano passado para abrir outra investigação especificamente contra o Brasil, que resultou nos 25% de tarifa aplicados desde 22 de abril.
Quais setores foram mencionados?
No relatório da investigação, cinco segmentos produtivos foram associados à importação de produtos que, segundo a investigação, teriam sido fabricados com trabalho forçado entre 2021 e 2025. A lista inclui:
- Alumínio
- Algodão
- Eletrônicos
- Baterias de lítio
- Tabaco
Esses setores agora enfrentam a sobretaxa de 12,5% somada aos 25% anteriores, elevando o custo total para exportadores brasileiros que acessam o mercado dos EUA.
Brasil não foi o único alvo
Ao todo, 60 países foram incluídos na investigação conduzida pelos Estados Unidos. A proposta divulgada estabelece tarifa de 12,5% para o Brasil e outros 53 países. Já Canadá, Equador, União Europeia, Indonésia, México e Paquistão receberam tratamento diferenciado, com sobretaxa fixada em 10%.
O que muda para exportadores brasileiros?
A nova medida amplia a pressão comercial dos EUA sobre o Brasil. Ela se soma às tarifas já impostas no âmbito da investigação específica aberta contra o país com fundamento na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. O resultado é o aumento dos custos para exportadores brasileiros que vendem para o mercado americano.
A decisão dos EUA reflete uma tendência de endurecimento nas regras comerciais, especialmente em temas ligados a direitos trabalhistas. Para o exportador brasileiro, o cenário exige atenção redobrada à origem dos insumos e à cadeia de fornecimento.
Perguntas Frequentes
A tarifa extra de 12,5% já está valendo?
Sim, a nova sobretaxa entra em vigor nesta sexta-feira, segundo o governo dos EUA.
Ela se soma aos 25% já aplicados?
Sim, a tarifa de 12,5% será somada aos 25% já aplicados sobre produtos brasileiros desde o último dia 22.
Quantos países foram afetados?
Ao todo, 60 países foram incluídos na investigação. O Brasil e outros 53 países receberam tarifa de 12,5%, enquanto Canadá, Equador, União Europeia, Indonésia, México e Paquistão tiveram sobretaxa de 10%.
Quais produtos brasileiros estão na mira?
O relatório menciona cinco segmentos: alumínio, algodão, eletrônicos, baterias de lítio e tabaco.
O que é a Seção 301?
É uma lei de comércio dos EUA de 1974 que permite ao governo americano impor tarifas ou outras restrições a países considerados responsáveis por práticas comerciais desleais. Foi a base legal usada pelo USTR nas duas investigações contra o Brasil.
A medida pode ser revertida?
Não há informação na fonte sobre possibilidade de reversão. A decisão foi anunciada e entra em vigor imediatamente.