Solidez versus adrenalina: Espanha e Argentina decidem a Copa do Mundo 2026
Chegou a hora. Depois de 103 partidas, a Copa do Mundo de 2026 chega à sua grande final neste domingo (19), quando Espanha e Argentina, atual campeã europeia e sul-americana, respectivamente, se enfrentam pela maior glória do futebol. A partida será no MetLife Stadium, em Nova Jersey, às 16h (de Brasília), com transmissão da TV Globo, SBT, SporTV, N Sports, Ge TV (GloboplaY) e CazéTV (YouTube), o CNN Esportes acompanha em tempo real. Ambas as seleções chegam invictas. De um lado, a Argentina, liderada por Lionel Messi, busca o tetracampeonato e o segundo título consecutivo, algo que não acontece desde o triunfo do Brasil em 1962. Do outro, a Espanha de Lamine Yamal quer ser bicampeã mundial já em sua segunda final. O duelo opõe dois estilos: a solidez organizada espanhola contra a adrenalina das viradas argentinas.
A solidez espanhola que ainda não foi testada
A Espanha do técnico Luis de la Fuente, que comanda um projeto iniciado ainda nas categorias de base, parece, por muitas vezes, intransponível. E os números ajudam a provar. O time sofreu apenas um gol na Copa do Mundo, quando levou o empate da Bélgica nas quartas de final, mas conseguiu definir a vitória ainda no tempo normal. Ou seja: a Espanha ainda não ficou atrás do placar na competição. Para ir além, a última vez que os espanhóis saíram em desvantagem foi há 29 partidas, mais de dois anos atrás. Na semifinal da Eurocopa de 2024, a França abriu o placar logo aos 8 minutos, mas a Espanha virou ainda no primeiro tempo, avançou e se sagrou campeã sobre a Inglaterra.
O que falta no ataque espanhol?
Ou seja, a solidez espanhola, baseada na organização, paciência, controle e domínio do jogo, ainda não foi testada em um cenário desfavorável. Como seria se a Argentina abrisse o placar na final? É difícil dizer. Afinal, diferentemente da Eurocopa em questão, a Espanha não tem, na Copa do Mundo, o ponta-esquerda Nico Williams em sua melhor forma física e técnica. Álex Baena, menos agudo, tem sido o titular, mas não espelha a profundidade e a criatividade de Lamine Yamal, que também ainda não mostrou todo seu potencial na Copa.
A Argentina que flertou com o abismo e sobreviveu
Do outro lado, a atual campeã Argentina de Lionel Scaloni sofreu sete gols, seis deles só no mata-mata, e flertou com a eliminação diversas vezes. Quando se viu muito próxima do abismo, tirou da genialidade de Messi e da resiliência do grupo a força para virar partidas que pareciam improváveis. Depois de um amplo domínio diante de um grupo bem acessível, os argentinos precisaram de duas prorrogações para chegarem à final, contra Cabo Verde (nos 16-avos de final) e Suíça (nas quartas de final). Decidiram ambas antes dos pênaltis.
As viradas que definiram a campanha
Nas outras duas partidas do mata-mata, mesmo sem prorrogação, superaram dramas ainda maiores. Contra o Egito, nas oitavas, a Argentina saiu de um 2 a 0 adverso para, a partir dos 34 minutos do segundo tempo, construir uma virada histórica. Na semifinal, diante de toda a rivalidade contra a Inglaterra, a Argentina viu o adversário sair na frente no segundo tempo. A resposta? Um domínio absoluto, com 88% de posse de bola desde que foi vazada. O resultado? A merecida virada ainda no tempo normal.
Messi aos 39 anos: o antídoto espanhol?
Em ambos os casos, além de não ter medo de sufocar os adversários mesmo correndo riscos, Scaloni viu Messi, aos 39 anos, sair do conforto da zona central e voltar a ser o ponta-direita tão organizador quanto letal que o alçou ao posto de maior jogador de sua geração, quando vestia a camisa do Barcelona. Será ele, o rapaz de Rosário que por tanto tempo foi visto como "espanhol" pelos próprios argentinos, o antídoto para a solidez espanhola cair no que seria sua primeira derrota em finais? Ou a possível obrigação de uma nova virada na final, desta vez, não será possível?
O que esperar da final?
A finalíssima promete um confronto de filosofias. A Espanha aposta no controle total do jogo, sem dar espaços, nunca ficou atrás no placar na Copa. A Argentina, por outro lado, construiu sua campanha na resiliência e na capacidade de reagir, mesmo quando tudo parecia perdido. Quem vencerá: a organização ou a adrenalina? final da copa do mundo 2026
Perguntas Frequentes
Onde será a final da Copa do Mundo 2026?
A final será no MetLife Stadium, em Nova Jersey, às 16h (de Brasília).
Quem transmite a final Espanha x Argentina?
A transmissão será da TV Globo, SBT, SporTV, N Sports, Ge TV (GloboplaY) e CazéTV (YouTube).
Quantos gols a Espanha sofreu na Copa?
A Espanha sofreu apenas um gol na competição, contra a Bélgica nas quartas de final.
Quantos gols a Argentina sofreu na Copa?
A Argentina sofreu sete gols, seis deles no mata-mata.
Qual foi a última vez que a Espanha ficou atrás no placar?
A última vez foi há 29 partidas, na semifinal da Eurocopa de 2024, contra a França.
Quantas prorrogações a Argentina teve no mata-mata?
Foram duas: contra Cabo Verde (16-avos) e Suíça (quartas de final), ambas decididas antes dos pênaltis.