Tarifaço passa a valer nesta quarta-feira; veja principais produtos afetados e isentos
Senta que lá vem história. O novo tarifaço de 25% imposto pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros entrou em vigor nesta quarta-feira (22), a partir de 1h01 do horário de Brasília. A cobrança foi oficializada pelo governo do presidente Donald Trump na última semana e, conforme apurado, pode causar até US$ 11 bilhões de prejuízo às exportações do Brasil. Mas, afinal, quais produtos serão afetados e o que está isento? Vamos entender essa fofoca internacional.
O que motivou o tarifaço dos EUA contra o Brasil?
O Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), comandado pelo embaixador Jamieson Greer, foi o responsável pela investigação aberta contra o Brasil com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. A conclusão do USTR apontou que seis áreas brasileiras afetam os negócios de "agricultores, trabalhadores, inovadores e exportadores" americanos, além de comércio digital e serviços de pagamento eletrônico. Entre as justificativas, o órgão citou tarifas preferenciais consideradas desleais, enfraquecimento no combate à corrupção, proteção à propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e desmatamento ilegal.
Principais produtos afetados pelo tarifaço
A sobretaxa de 25% atinge diretamente setores estratégicos da economia brasileira. Entre os principais produtos que serão taxados estão:
- Produtos agrícolas: carnes, soja, milho, café, suco de laranja e açúcar
- Produtos siderúrgicos: aço, ferro e alumínio
- Produtos manufaturados: máquinas, equipamentos, peças automotivas e aviões
- Produtos químicos: fertilizantes, plásticos e borracha
- Produtos têxteis: algodão, tecidos e vestuário
- Produtos de madeira: celulose, papel e móveis
Produtos isentos da sobretaxa
Apesar do tarifaço, alguns produtos brasileiros ficaram de fora da lista de taxação. Entre os isentos estão:
- Produtos farmacêuticos: medicamentos, vacinas e insumos hospitalares
- Produtos de informática: computadores, celulares e componentes eletrônicos
- Produtos de energia: petróleo bruto, gás natural e derivados
- Produtos de luxo: joias, pedras preciosas e obras de arte
A reação do Brasil: Lei da Reciprocidade Econômica
Desde o anúncio do tarifaço, o Brasil passou a avaliar a possibilidade de utilizar a Lei da Reciprocidade Econômica, aprovada em abril de 2025 por unanimidade do Congresso. A matéria autoriza o governo a adotar contramedidas nos casos de imposição de barreiras comerciais prejudiciais.
O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) comentou na terça-feira (21) sobre a legislação, mas fez considerações. "Foi aprovada a Lei da Reciprocidade por unanimidade. A ideia não é retaliação. Olho por olho, pode acontecer de os dois ficarem cegos", disse, após encontro com os setores exportadores.
O que esperar daqui para frente?
Com o tarifaço em vigor, as exportações brasileiras para os EUA podem sofrer um impacto significativo. A expectativa é que o governo brasileiro busque negociações diplomáticas para reverter a medida, mas a Lei da Reciprocidade Econômica fica como uma carta na manga. Enquanto isso, os setores mais afetados, como agricultura, siderurgia e manufatura, terão que se adaptar a essa nova realidade.
Perguntas Frequentes
Quando o tarifaço entrou em vigor?
O tarifaço de 25% sobre produtos brasileiros entrou em vigor nesta quarta-feira (22), a partir de 1h01 do horário de Brasília.
Quem oficializou a cobrança?
A cobrança foi oficializada pelo governo do presidente Donald Trump na última semana.
Qual o prejuízo estimado para as exportações do Brasil?
Conforme apurado, o tarifaço pode causar até US$ 11 bilhões de prejuízo às exportações do Brasil.
O que é a Lei da Reciprocidade Econômica?
A Lei da Reciprocidade Econômica foi aprovada em abril de 2025 por unanimidade do Congresso e autoriza o governo a adotar contramedidas nos casos de imposição de barreiras comerciais prejudiciais.
Quais produtos estão isentos do tarifaço?
Produtos farmacêuticos, de informática, de energia e de luxo estão isentos da sobretaxa.