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Taxa dos EUA: impacto de US$ 11 bi em exportações, diz Amcham

ResumoA Câmara Americana de Comércio (Amcham) estima que as novas tarifas comerciais dos Estados Unidos podem gerar impacto de US$ 11 bilhões nas exportações brasileiras. A conta considera setores como aço, carne e etanol.

A Câmara Americana de Comércio (Amcham) estima que as novas tarifas comerciais dos Estados Unidos podem gerar um impacto de US$ 11 bilhões nas exportações brasileiras. A conta considera setores como aço, carne e etanol. Entenda os motivos.

Babi Cordeiro
Taxa dos EUA: impacto de US$ 11 bi em exportações, diz Amcham

Taxa dos EUA: impacto de US$ 11 bi em exportações, diz Amcham — Foto: Reprodução / Blog Sem Juízo

Senta que lá vem história: as novas taxas comerciais que os Estados Unidos estão impondo podem custar caro ao Brasil - e não estamos falando de troco. A Câmara Americana de Comércio (Amcham) soltou um estudo que estima um impacto de US$ 11 bilhões nas exportações brasileiras. É um número que faz a gente parar e pensar: quem vai pagar essa conta?

Segundo a Amcham, as tarifas devem atingir diretamente setores como siderurgia, carnes e etanol, que juntos representam uma fatia relevante da pauta exportadora para os EUA. O cálculo considera tanto a redução de vendas quanto os custos adicionais com logística e adequação a novas regras.

Como as tarifas dos EUA afetam o Brasil?

As novas taxas não são um susto isolado. Elas fazem parte de uma política comercial mais agressiva dos EUA, que já vinha sendo desenhada desde o governo anterior. A Amcham, que representa empresas americanas no Brasil, fez as contas: o impacto potencial de US$ 11 bilhões equivale a cerca de 5% das exportações brasileiras para o país norte-americano em 2025.

Os setores mais expostos, segundo a entidade, são:

  • Siderurgia: aço e derivados, com tarifas que podem chegar a 25%
  • Carnes: bovina e suína, alvo de barreiras sanitárias e tarifárias
  • Etanol: combustível que enfrenta concorrência com o milho americano

"O Brasil precisa diversificar mercados e fortalecer acordos bilaterais para mitigar esses riscos", afirma a Amcham em comunicado.

Por que a Amcham está preocupada?

A entidade não é alarmista à toa. O estudo dela mostra que o impacto pode ser ainda maior se houver retaliação dos EUA a medidas brasileiras. Em 2025, o Brasil exportou cerca de US$ 220 bilhões para os Estados Unidos, segundo dados do Ministério da Economia. Qualquer redução nesse fluxo afeta diretamente o PIB e o emprego.

A Amcham sugere que o Brasil negocie isenções setoriais e acelere acordos com outros parceiros, como a União Europeia e a China. Mas, enquanto isso não acontece, a conta de US$ 11 bilhões fica no ar.

Quais setores podem perder mais?

O aço é o mais óbvio. Os EUA já impuseram tarifas de 25% sobre o produto em 2018, e a nova rodada pode incluir derivados como tubos e chapas. A carne bovina, que responde por 15% das exportações do setor para os EUA, também está na mira. Já o etanol, que o Brasil vende como biocombustível sustentável, enfrenta concorrência direta do milho americano.

Segundo a Amcham, os efeitos não se limitam a esses setores. A cadeia de suprimentos de eletrônicos, máquinas e químicos também pode sentir o impacto, já que as tarifas encarecem insumos importados dos EUA.

O que o Brasil pode fazer?

A saída, segundo especialistas, é diversificar. O Brasil já tem acordos com a China e a União Europeia, mas precisa acelerar negociações com outros blocos, como o Pacífico e o Oriente Médio. A Amcham recomenda que o governo brasileiro busque isenções para produtos estratégicos, como carne e etanol, e invista em competitividade logística.

No curto prazo, a conta de US$ 11 bilhões pode ser um alerta para repensar a política comercial. No longo prazo, o Brasil precisa de mais acordos bilaterais para não depender tanto de um único parceiro.

Perguntas Frequentes

Qual é o impacto estimado das tarifas dos EUA nas exportações brasileiras?

Segundo a Amcham, o impacto pode chegar a US$ 11 bilhões, considerando redução de vendas e custos adicionais.

Quais setores são mais afetados?

Siderurgia, carnes (bovina e suína) e etanol são os mais expostos, segundo o estudo da Amcham.

O Brasil pode evitar esse impacto?

Sim, com negociações bilaterais e isenções setoriais, além de diversificação de mercados.

A Amcham é uma fonte confiável?

Sim, a Câmara Americana de Comércio representa empresas americanas no Brasil e tem acesso a dados oficiais de comércio exterior.

Quando as tarifas devem entrar em vigor?

O estudo da Amcham não especifica data, mas o governo americano já sinalizou novas medidas para 2026.

Babi Cordeiro

Editoria Destaques

Babi Cordeiro cobre o setor de meios de pagamento e crédito no Blog Sem Juízo. Análises técnicas, sem viés comercial.