Senta que lá vem história: o tempo virou no Rio Grande do Sul e não foi só chuva. Desde a semana passada, tempestades acompanhadas de granizo e ventanias varrem o estado, e o estrago já tem nome e número. A Defesa Civil do Rio Grande do Sul informou nesta segunda-feira (20) que 43 municípios relataram danos, de quedas de árvore a destelhamento de casas, passando por cortes de energia. No total, 19 pessoas estão desalojadas em seis cidades.
O que aconteceu com o tempo no RS?
A combinação de tempestade, granizo e ventos fortes não deu trégua. Os ventos mais intensos foram registrados em Santa Vitória do Palmar, com rajadas de 97,9 km/h, velocidade que arranca telhados e derruba árvores com facilidade. Santa Maria e São José dos Ausentes também sentiram o tranco, com ventos de 90 km/h cada.
A chuva também não aliviou. Em dois dias, os maiores acumulados ocorreram em Quaraí (159,8 milímetros), Santa Vitória do Palmar (133,5 mm) e Rosário do Sul (125,8 mm). Para quem não está acostumado com números de meteorologia, 160 mm em 48 horas é água que transborda riachos e alaga ruas.
Quais regiões estão em alerta agora?
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) atualizou os avisos nesta segunda. A partir de hoje, a área de aviso laranja de perigo para tempestades passa a contemplar municípios das regiões de Ijuí, Santa Cruz do Sul e da região metropolitana de Porto Alegre. Isso significa risco de novos temporais, granizo e ventos fortes nessas áreas.
Nas demais regiões do Rio Grande do Sul e no litoral sul de Santa Catarina, o alerta é amarelo, perigo potencial para tempestades. Ou seja, a instabilidade continua, mas com intensidade menor.
O que isso significa para quem mora nessas áreas?
Se você está em uma das regiões com alerta laranja, é hora de redobrar a atenção. Quedas de árvore e destelhamento podem acontecer de novo. Quem já enfrentou cortes de energia sabe que vale ter lanternas carregadas e celular com bateria extra. Para quem está em área de alerta amarelo, o cuidado é menor, mas não zero, uma ventania isolada pode surpreender.
Os 19 desalojados, concentrados em seis municípios, mostram que o impacto já é real para dezenas de famílias. A Defesa Civil segue monitorando a situação e orienta que moradores de áreas de risco busquem abrigo em locais seguros durante os temporais.
Como fica a previsão para os próximos dias?
O Inmet não deu prazo para o fim dos alertas. O que se sabe é que a área de aviso laranja se expandiu, o que sugere que a frente fria ou o sistema de baixa pressão que causa esses fenômenos ainda está ativo. Quem mora nas regiões de Ijuí, Santa Cruz do Sul e Grande Porto Alegre deve acompanhar boletins oficiais.
Para quem está em outras áreas do estado ou no litoral catarinense, o alerta amarelo indica que tempestades isoladas ainda são possíveis, mas sem o mesmo potencial de destruição.
Perguntas Frequentes
Quantos municípios foram afetados pela tempestade no RS?
Foram 43 municípios com danos registrados pela Defesa Civil do Rio Grande do Sul, entre quedas de árvore, destelhamento de casas e cortes de energia.
Quantas pessoas estão desalojadas?
Há 19 desalojados em seis municípios do estado.
Qual foi a maior rajada de vento registrada?
Santa Vitória do Palmar registrou rajadas de 97,9 km/h. Santa Maria e São José dos Ausentes tiveram ventos de 90 km/h.
Onde choveu mais?
Os maiores acumulados em dois dias foram em Quaraí (159,8 mm), Santa Vitória do Palmar (133,5 mm) e Rosário do Sul (125,8 mm).
O que significa alerta laranja do Inmet?
O alerta laranja indica perigo para tempestades. A partir de segunda-feira (20), ele vale para municípios das regiões de Ijuí, Santa Cruz do Sul e região metropolitana de Porto Alegre. Demais áreas do RS e litoral sul de SC seguem em alerta amarelo (perigo potencial).