Trump diz que EUA voltaram a bombardear o Irã "com muita força"
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou no domingo (19.jul.2026) que o governo norte-americano voltou a bombardear o Irã "com muita força". A nova onda de ataques deixou 1 morto e vários feridos no país persa. O Irã pediu à AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) que condene as ações, e afirmou estar aberto a negociações.
Trump declarou que os bombardeios foram uma retaliação às mortes de 3 militares norte-americanos na semana passada. "Nós os atingimos com muita força novamente esta noite, e fizemos isso em homenagem a, provavelmente, 3 grandes patriotas. Nos sentimos muito mal (com a morte deles)", afirmou a jornalistas ao chegar em Washington depois de acompanhar a final da Copa do Mundo em Nova Jersey. A informação foi divulgada pela agência de notícias AFP.
Bombardeios dos EUA contra o Irã: o que se sabe até agora
A campanha militar americana contra o Irã encerrou o 9º dia consecutivo. O governo norte-americano diz que as ações respondem aos ataques iranianos contra forças norte-americanas e à ameaça do programa nuclear do Irã. Afirma que os alvos são instalações militares.
Segundo os militares norte-americanos, os alvos incluíram centros de comando, sistemas de defesa aérea, locais de lançamento de mísseis e drones e redes de comunicação. Várias pessoas ficaram feridas durante ataques na cidade de Urmia.
Ataques em Urmia e Bushehr
O Irã declarou que os EUA atacaram áreas urbanas, especialmente na cidade de Bushehr, onde fica a única usina nuclear em operação no país. "O Irã espera que o conselho de governadores da AIEA e o diretor-geral da AIEA, que ocasionalmente fazem declarações políticas sobre a questão nuclear iraniana, declarem claramente sua posição sobre o assunto, condenando o crime dos EUA", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, em entrevista nesta 2ª feira (20.jul.2026).
Irã pede condenação da AIEA, mas sinaliza diálogo
O país persa respondeu com ataques contra nações vizinhas do Golfo. Apesar disso, os 2 países sinalizaram estar dispostos a retomar as negociações, segundo um funcionário de alto escalão do Irã afirmou à agência Reuters.
Mediadores apresentaram a Teerã uma proposta para conter a escalada do conflito. O plano prevê um cessar-fogo de 10 dias para que as partes tentem retomar o acordo provisório fechado no mês passado.
Reação internacional e próximos passos
A comunidade internacional acompanha a escalada com apreensão. O pedido do Irã à AIEA por uma condenação formal dos bombardeios americanos indica que o país busca apoio diplomático, mas a disposição ao diálogo sugere que as portas para uma solução negociada permanecem abertas.
Retaliação e contexto do conflito
Trump justificou os bombardeios como resposta direta à morte de 3 militares norte-americanos. A declaração foi feita a jornalistas ao chegar em Washington, após acompanhar a final da Copa do Mundo em Nova Jersey. A AFP divulgou a informação.
O governo norte-americano afirma que os alvos são estritamente militares, enquanto o Irã denuncia ataques a áreas urbanas. A divergência sobre a natureza dos alvos é um ponto central no discurso de ambos os lados.
Perguntas Frequentes
Trump confirmou os bombardeios?
Sim. Trump declarou no domingo (19.jul.2026) que os EUA voltaram a bombardear o Irã "com muita força".
Quantas pessoas morreram nos ataques?
Os ataques deixaram 1 morto e vários feridos, segundo a fonte oficial.
O Irã respondeu aos bombardeios?
Sim. O Irã respondeu com ataques contra nações vizinhas do Golfo.
O Irã está aberto a negociações?
Sim. Um funcionário de alto escalão do Irã afirmou à Reuters que o país está disposto a retomar negociações.
O que a AIEA pode fazer?
O Irã pediu que a AIEA condene os ataques dos EUA. A agência ainda não se manifestou oficialmente.
Há proposta de cessar-fogo?
Sim. Mediadores apresentaram uma proposta de cessar-fogo de 10 dias para tentar retomar o acordo provisório do mês passado.