"Perdeu um pouco o rumo": Valdemar critica Trump por taxar o Brasil
Valdemar Costa Neto, presidente do PL, criticou nesta 3ª feira (21.jul.2026) a decisão de Donald Trump (Partido Republicano) de incluir o Brasil no pacote de tarifas norte-americanas. Em entrevista à CNN, o dirigente partidário classificou a medida como uma "loucura" e defendeu a negociação diplomática entre os 2 governos como caminho para reverter as tarifas. Valdemar disse que o Brasil não deveria estar entre os países taxados e que a medida representa um exagero da parte norte-americana.
"Isso é uma loucura, eu acho que o Trump tá, ele perdeu um pouco o rumo nisso aí e espero que ele estabeleça uma linha melhor porque o Brasil sempre foi um grande parceiro dos Estados Unidos", afirmou Valdemar.
A contradição que Valdemar vê na postura de Trump
O presidente do PL citou um episódio que, na sua avaliação, ilustra a contradição da postura de Trump. O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), viajou aos Estados Unidos, se reuniu com o secretário de Estado Marco Rubio e com o próprio Trump. No dia seguinte, o presidente norte-americano anunciou a taxação do Brasil.
"Volta recebe o Flávio, que fez muito bem de receber, e para nossa surpresa no dia seguinte ele anuncia que vai taxar o Brasil", afirmou Valdemar.
Para Valdemar, a combinação entre as tarifas externas e a carga tributária interna agrava a situação da indústria brasileira. "Como o governo está gastando muito, tem que arrecadar para pagar essas contas, então taxa em cima dessa gente que não consegue concorrer com o produto que vem de fora e nós perdemos empregos aqui por causa disso", disse o dirigente.
Otimismo com negociação e crítica à postura errática
Apesar das críticas, Valdemar se mostrou otimista com a possibilidade de reversão das tarifas por meio do diálogo. Segundo ele, os brasileiros "não merecem" a taxação e o problema pode ser resolvido com entendimento entre os 2 governos.
"Eu não tenho dúvida disso. Isso depende de entendimento entre o governo brasileiro e o governo americano", afirmou. Sobre o comportamento do presidente norte-americano, Valdemar avaliou que a postura tem sido errática: "O Trump vai, volta, tira, põe."
O que Valdemar defende para a economia brasileira
O presidente do PL defendeu que o objetivo central nas relações com os Estados Unidos e com a China deve ser atrair investimentos produtivos para o Brasil. "Nós precisamos que eles venham produzir no Brasil para gerar empregos aqui", concluiu Valdemar.
Crise diplomática entre Brasil e EUA: entenda o que está em jogo
Como a crítica de Valdemar se insere no cenário político
A declaração de Valdemar ocorre em um momento de tensão comercial entre Brasil e Estados Unidos. A taxação anunciada por Trump afeta setores estratégicos da economia brasileira, e a reação de lideranças políticas como o presidente do PL mostra a preocupação com os impactos. A viagem de Flávio Bolsonaro aos EUA, que incluiu encontros com autoridades americanas, foi usada por Valdemar como evidência de que a medida surpreendeu até mesmo aliados próximos de Trump.
Flávio Bolsonaro nos EUA: o que ele discutiu com Trump e Rubio
Perguntas Frequentes
Por que Valdemar criticou Trump?
Valdemar Costa Neto, presidente do PL, criticou a decisão de Donald Trump de incluir o Brasil no pacote de tarifas norte-americanas. Ele classificou a medida como "loucura" e disse que Trump "perdeu um pouco o rumo".
Qual foi o episódio citado por Valdemar?
Valdemar citou a viagem de Flávio Bolsonaro aos EUA, que se reuniu com Marco Rubio e com Trump. No dia seguinte, Trump anunciou a taxação do Brasil.
Valdemar acredita que as tarifas podem ser revertidas?
Sim. Valdemar se mostrou otimista com a possibilidade de reversão por meio do diálogo entre os governos brasileiro e americano.
O que Valdemar defende para a economia?
Valdemar defendeu que o Brasil deve atrair investimentos produtivos dos EUA e da China para gerar empregos no país.
Como Valdemar descreveu o comportamento de Trump?
Valdemar avaliou a postura do presidente norte-americano como errática: "O Trump vai, volta, tira, põe".
Entenda o impacto das tarifas de Trump na economia brasileira