A classificação do Palmeiras sobre a LDU, na noite desta quarta-feira (16), teve dois gols nos acréscimos e decisão nos pênaltis. Quem apareceu para explicar a pane foi Vitor Castanheira, auxiliar do técnico Abel Ferreira, expulso durante a partida e impedido de dar entrevista.
Castanheira negou que o time tenha relaxado no Estádio Rodrigo Paz Delgado, em Quito, a quase 3 mil metros de altitude. "Relaxamento não. Os adeptos estavam desacreditados, tínhamos o jogo praticamente controlado, um cruzamento acabou por sobrar a bola e eles em dois três minutos, são circunstâncias do jogo", afirmou. A estratégia seguiu a mesma, mas "estas situações acontecem".
O que mudou em relação a outras temporadas foi o desempenho nas penalidades. "Felizmente hoje a maldição dos pênaltis acabou. Não é fácil devido às circunstâncias, um jogo que está praticamente ganho, emocionalmente acaba por mexer...", disse. Antes das cobranças, a mensagem passada aos jogadores foi de calma e confiança: "Vamos ter calma, vamos ter mais uma oportunidade para ganhar, sabemos o que temos que fazer e sejam decididos, não tenham dúvidas, quando partirem para a bola vão com confiança daquilo que tem que fazer".
Carlos Miguel defendeu duas cobranças e virou o nome da noite. Castanheira fez questão de elogiar o goleiro: "Ele merece esse momento. Não só o atleta, mas o homem. Só há um caminho e é o que ele fez. Trabalho, dedicação e foco. Foi recompensado pelo que faz ao longo desse tempo".
O auxiliar também lamentou o sofrimento desnecessário, já que o jogo estava controlado. "Não precisávamos sofrer tanto. Essa é a realidade porque tínhamos o jogo controlado, mas o futebol as vezes em dois minutos as coisas mudam. E mudaram", concluiu.
As semifinais da Libertadores ocorrerão somente na metade de outubro, e o adversário do Verdão será o Fluminense. O Palmeiras volta a jogar neste domingo (20), contra o Grêmio, pela 28ª rodada do Campeonato Brasileiro.