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Como tratar a surdez? Especialistas explicam ao Dr. Kalil

A surdez é uma condição que pode ser tratada de maneira eficaz. Especialistas explicam como é feito o diagnóstico e quais são as opções de tratamento disponíveis no programa CNN Sinais Vitais.

Babi Cordeiro
Como tratar a surdez? Especialistas explicam ao Dr. Kalil

Como tratar a surdez? Especialistas explicam ao Dr. Kalil — Foto: Reprodução / Blog Sem Juízo

O diagnóstico correto da perda auditiva envolve várias etapas, começando pelo exame físico no consultório e se estendendo a testes especializados de audição. No programa CNN Sinais Vitais deste sábado (25), o Dr. Roberto Kalil conversou com o Dr. Rubens Brito, professor associado da FMUSP e coordenador no Hospital Sírio-Libanês, e a fonoaudióloga Paula Junqueira, coordenadora do Centro de Otorrinolaringologia do Hospital Sírio-Libanês, para esclarecer como esse processo funciona e quais opções de tratamento estão disponíveis.

Dr. Brito destacou que o primeiro passo é realizar um exame para excluir causas simples de perda auditiva, como acúmulo de cera ou a presença de perfuração timpânica. Segundo ele, "a pessoa está com uma perda auditiva, tem cera, uma perfuração timpânica, bastante comum".

Após descartar essas condições por meio do exame físico, o próximo passo é a audiometria, um exame considerado fundamental. "A audiometria é o grande exame", afirmou Brito. Para pacientes que não conseguem realizar a audiometria, como crianças muito pequenas ou pessoas com limitações cognitivas, ele indicou o uso do potencial auditivo de tronco encefálico, que permite identificar não apenas o limiar auditivo do paciente, mas também a resposta frequência por frequência, sem depender da colaboração ativa do indivíduo.

Os tratamentos disponíveis variam conforme a causa da perda auditiva. Dr. Brito explicou que, em casos de alterações estruturais, como infecções ou problemas na cadeia dos ossículos, a cirurgia pode ser a solução. No entanto, para perdas auditivas de origem nervosa ou do labirinto, a reabilitação é feita com aparelhos de amplificação sonora ou, dependendo da gravidade, com implante coclear.

A importância do diagnóstico e da intervenção precoce em crianças foi um ponto enfatizado por Dr. Brito. Ele alertou que "a reabilitação na criança tem que ser feita muito precoce", mencionando que ainda existem profissionais que erram ao aguardar o desenvolvimento da fala antes de tomar providências. "A busca é ativa sempre", ele reforçou, citando que crianças com dois ou três meses de idade já podem utilizar aparelhos auditivos.

A fonoaudióloga Paula Junqueira destacou a relevância do acompanhamento fonoaudiológico após as cirurgias. Ela explicou que, em casos mais simples, como a colocação de tubinho em crianças com otite que têm bom desenvolvimento de linguagem, a reabilitação fonoaudiológica pode não ser necessária. No entanto, para o implante coclear, o papel do fonoaudiólogo é fundamental. "A fonoaudióloga vai fazer a programação desse implante para que ele receba o melhor desse equipamento e consiga perceber mais os sons", afirmou Junqueira.

Além disso, Paula ressaltou que o paciente implantado precisa aprender a ouvir e se adaptar a essa nova realidade, com o suporte do fonoaudiólogo nesse processo. Em cirurgias que melhoram a audição mas ainda resultam em alguma perda auditiva, pode ser necessário o uso complementar de aparelho auditivo para uma recuperação mais completa.

Para mais detalhes sobre o tratamento da surdez e as opções disponíveis, assista ao programa completo no site da CNN Brasil. tratamento surdez Dr. Kalil fonoaudiologia ~701 palavras.

Babi Cordeiro

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Babi Cordeiro cobre o setor de meios de pagamento e crédito no Blog Sem Juízo. Análises técnicas, sem viés comercial.

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