Em uma entrevista reveladora publicada na revista britânica The Economist no dia 23 de julho de 2026, Elon Musk, o homem mais rico do mundo, fez declarações que provocaram debates sobre política e imigração. O bilionário destacou que não apoia a "extrema direita", mas sim "pessoas normais", e argumentou que muitos conceitos agora considerados extremistas eram vistos como comuns há 10 ou 15 anos. Musk compartilhou esse trecho em seu perfil no X (antigo Twitter) no dia 24 de julho de 2026.
Questionado pela editora-chefe da The Economist, Zanny Minton Beddoes, sobre seu suposto apoio a partidos rotulados como de "extrema direita", Musk defendeu que a mídia muitas vezes rotula de maneira equivocada posições que são tradicionalmente aceitas. Ele questionou: "Quais desses 3 são de extrema direita marginal?" ao mencionar princípios como fronteiras seguras, cidades seguras e responsabilidade fiscal.
Musk não hesitou em criticar a imprensa, afirmando que essa caracterização do espectro político é "falsa, enganosa e sem sentido". Para exemplificar como o panorama político mudou ao longo dos anos, ele apresentou discursos de líderes democratas como se fossem de Donald Trump, afirmando que muitos críticos não percebem que as falas são na verdade de Barack Obama ou Hillary Clinton. "Um dos truques que acho engraçado é pegar um discurso de [Barack] Obama ou Hillary [Clinton] e perguntar a alguém da esquerda o que acha do discurso de Trump. E a pessoa responde: 'Oh, uau, ele é a pior pessoa do mundo'. Na verdade, foi um discurso de Obama ou de Hillary", disse Musk.
Em sua conta no X, Musk também compartilhou um vídeo de 2008 em que Obama critica a administração de George W. Bush por permitir a entrada de "5 milhões de trabalhadores imigrantes sem documentos". Além disso, um comitê de ação política associado a Musk publicou um discurso de Bill Clinton de 1995, onde o ex-presidente critica a imigração ilegal, afirmando que trabalhadores estrangeiros sem documentação ocupavam empregos de cidadãos norte-americanos.
Musk argumentou que esses exemplos demonstram que posições hoje frequentemente associadas a Trump já eram defendidas por importantes lideranças do Partido Democrata. Durante a entrevista, ele reiterou sua crítica à atuação da imprensa, afirmando que a mídia contribui para rotular como "extrema direita" aquilo que, segundo ele, era comum há pouco tempo.
Em um momento intrigante da conversa, Beddoes questionou Musk sobre a razão pela qual tantas pessoas parecem nutrir aversão a ele. Musk, com seu típico desdém, respondeu que não se importa com isso. "Sim, algumas pessoas me odeiam. Eu não me importo", afirmou. Ele acrescentou que acredita que a rejeição à mídia é ainda maior do que a dirigida a ele. "Um quarto de bilhão de pessoas me seguem [no X]. Acredito que muitas mais gostam de mim do que não gostam. E acho que há muito mais pessoas que odeiam você e a mídia do que vocês percebem", declarou.
Musk também foi questionado sobre uma publicação que fez no X em 2025, onde afirmou que "a guerra civil na Grã-Bretanha é inevitável, apenas uma questão de tempo". Beddoes, que reside em Londres, argumentou que os índices de criminalidade contradizem essa visão. Musk explicou que a imigração em larga escala de pessoas com crenças incompatíveis com os valores ocidentais pode levar a um conflito entre grupos opostos, culminando em uma guerra civil. "Se você tem um grande e crescente grupo de pessoas cujas crenças são opostas às crenças ocidentais, em algum momento haverá um acerto de contas", afirmou.
A discussão também tocou no filme Vigilante Cidadão, que Musk recomendou no X. Beddoes comentou que o filme retrata uma Europa distópica e glorifica a violência contra imigrantes muçulmanos. Musk, por sua vez, defendeu a obra, afirmando que vale a pena assistir e criticou a mídia por não combater restrições à liberdade de expressão na Europa. Beddoes rebateu, dizendo que muitos europeus não concordam com a avaliação de Musk sobre o continente.
Musk finalizou a discussão afirmando que a imprensa "continua ignorando a realidade" e que os europeus estariam "programados pela TV e pela mídia convencional". Essa entrevista, repleta de declarações controversas e críticas à mídia, certamente reacende o debate sobre a política contemporânea e o papel da imigração na sociedade ocidental.