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FIDCs podem ser resilientes mesmo em crises, diz Vinci Compass

Gustavo Cortes, da Vinci Compass, destacou que os FIDCs são estruturados para oferecer resiliência, mesmo em crises. Ele explicou que a divisão em cotas ajuda a reduzir riscos e aumentar a previsibilidade para investidores.

Babi Cordeiro
FIDCs podem ser resilientes mesmo em crises, diz Vinci Compass

FIDCs podem ser resilientes mesmo em crises, diz Vinci Compass — Foto: Reprodução / Blog Sem Juízo

FIDCs podem ser resilientes mesmo em crises, diz Vinci Compass

Os FIDCs, ou Fundos de Investimento em Direitos Creditórios, têm se mostrado uma alternativa interessante em cenários adversos. Gustavo Cortes, sócio e gestor de private credit da Vinci Compass, afirmou que esses fundos podem ser resilientes mesmo em períodos de crise. Essa afirmação foi feita durante o painel "Desintermediação bancária: o futuro do financiamento das empresas", na Expert XP 2026, em São Paulo.

"Quando você combina um lastro de risco baixo com um investimento numa cota sênior que é protegida pela cota subordinada, a combinação é um instrumento extremamente resiliente e que já foi testado, e eu diria até em cenários mais adversos do que o atual, né?", afirmou Cortes.

A estratégia por trás dos FIDCs se baseia na compra de direitos de crédito de empresas, como duplicatas e cheques, transformando esses recebíveis em ativos financeiros. Essa estrutura permite que diferentes classes de cotas sejam criadas, oferecendo variabilidade em termos de risco e retorno.

Cortes explicou que a divisão dos FIDCs em cotas sênior, mezanino e subordinada permite que os investidores escolham o nível de risco que desejam assumir. A classe sênior, por exemplo, é caracterizada por uma maior previsibilidade, pois é protegida pela subordinação das outras classes de cota.

"Então, a sênior, ela é protegida por um colchão de subordinação, que geralmente é a classe que o originador e o cedente retêm o risco e têm mais retorno, né? Ele amortece qualquer inadimplência que tenha na carteira", destacou o gestor.

Essa estratégia de divisão em cotas não só reduz riscos, mas também aumenta a previsibilidade das receitas para os investidores. Em tempos de incerteza econômica, essa abordagem pode ser especialmente valiosa.

A Expert XP 2026 é um dos principais eventos do setor financeiro na América Latina, e o Poder360 realiza entrevistas com economistas e executivos durante o evento. O jornal digital também possui um estúdio no pavilhão do evento, onde realiza entrevistas ao vivo, transmitidas pelo canal do Poder360 no YouTube.

O que podemos aprender com essa abordagem dos FIDCs? Para investidores que buscam alternativas durante crises, a estrutura de cotas oferece uma maneira de gerenciar riscos enquanto ainda se busca retorno. Em suma, os FIDCs podem ser uma opção viável e resiliente, mesmo quando o cenário econômico parece incerto.

Perguntas Frequentes

O que são FIDCs?

Os FIDCs são Fundos de Investimento em Direitos Creditórios que compram direitos de crédito, transformando recebíveis em ativos financeiros.

Como os FIDCs funcionam?

Eles operam por meio da divisão em cotas sênior, mezanino e subordinada, permitindo diferentes níveis de risco e retorno para os investidores.

Qual é a vantagem dos FIDCs em crises?

A estrutura em cotas proporciona proteção e previsibilidade, reduzindo riscos para os investidores mesmo em tempos difíceis.

Onde posso encontrar mais informações sobre o tema?

A cobertura completa do evento Expert XP 2026 pode ser acompanhada pelo Poder360.

Babi Cordeiro

Editoria Especiais

Babi Cordeiro cobre o setor de meios de pagamento e crédito no Blog Sem Juízo. Análises técnicas, sem viés comercial.

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