# Guerra entre EUA e Irã atinge escalada máxima com bloqueio marítimo

> O conflito entre EUA e Irã se intensificou nas últimas semanas, com 13 noites de bombardeios e um bloqueio no Estreito de Ormuz. A escalada preocupa o mercado energético e as relações globais.

*Blog Sem Juízo · Especiais · 27 de julho de 2026 · Tomás Wenzel*

Nas últimas semanas, a guerra entre EUA e Irã atingiu um nível de intensidade sem precedentes. O Comando Central dos EUA (CENTCOM) realizou 13 noites consecutivas de bombardeios contra alvos estratégicos iranianos, incluindo bases militares na Ilha de Qeshm, centros de comando, depósitos de drones e sistemas de defesa costeira. Segundo fontes americanas, os ataques têm como objetivo reduzir a capacidade iraniana de atingir embarcações comerciais na região.

Em resposta, o Irã anunciou o fechamento total do Estreito de Ormuz, uma rota crucial para o petróleo mundial. A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) declarou que o bloqueio permanecerá até que os ataques americanos cessem, provocando forte tensão global e já afetando o mercado energético.

O conflito se expandiu para o Mar Vermelho, onde os rebeldes Houthis, aliados de Teerã, atacaram petroleiros da Arábia Saudita. Isso forçou uma resposta militar imediata e abriu um segundo ponto de estrangulamento marítimo.

As tentativas diplomáticas seguem sem avanço. O governo de Donald Trump enviou uma proposta de cessar-fogo por meio do primeiro-ministro do Iraque, mas o Irã rejeitou oficialmente, declarando estar em "guerra total".

Os EUA ampliaram seus ataques em território iraniano, atingindo complexos logísticos, centros de comando e infraestrutura militar. Trump afirmou que poderá ordenar ataques contra usinas elétricas e pontes iranianas caso novas embarcações comerciais sejam atacadas. Fontes de inteligência monitoram a montanha Pickaxe, onde o Irã mantém instalações nucleares subterrâneas.

Retaliações iranianas incluem bombardeios massivos contra bases americanas no Golfo, utilizando mísseis balísticos e enxames de drones. Imagens de satélite confirmam danos severos em instalações no Kuwait, Jordânia, Iraque e Bahrein, incluindo hangares, radares e alojamentos militares.

As estimativas de mortos variam amplamente devido à guerra de informação entre Washington e Teerã. Fontes independentes apontam entre 8.900 e 18.000 mortos em todas as frentes, enquanto os EUA reconhecem oficialmente entre 18 e 20 militares mortos e quase 400 feridos desde o início da guerra.

O Irã perdeu dezenas de comandantes de alto escalão e milhares de combatentes da Guarda Revolucionária e do Hezbollah. No Líbano, mais de 4.300 civis morreram em bombardeios de fronteira. No Irã, o número de civis mortos varia entre 1.700 e 3.600, incluindo o ataque a um ginásio feminino em Lamerd que matou dezenas de pessoas.

Materialmente, o conflito já destruiu radares, hangares, centros de comunicação e alojamentos militares em vários países. Mais de 30 navios comerciais foram danificados ou interceptados no Estreito de Ormuz. O bloqueio elevou o preço do petróleo Brent acima de US$ 100, provocando inflação energética e queda nas bolsas globais. ~408 palavras.

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Fonte (canonical): https://blogsemjuizo.com.br/especiais/guerra-entre-eua-ira-atinge-escalada-maxima-bloqueio-maritimo-bombardeios-consec/
