ONU pede ação urgente para ajudar milhares de marinheiros retidos em Ormuz
O alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos solicitou ações urgentes para apoiar milhares de marinheiros que estão presos no Golfo Pérsico. A situação se torna ainda mais alarmante à medida que muitos desses trabalhadores foram abandonados por seus empregadores, sem acesso a alimentos, atendimento médico ou meios de comunicação com suas famílias.
Dados da Organização Marítima Internacional (IMO) indicam que pelo menos 6.000 trabalhadores marítimos não conseguiram ser retirados durante o cessar-fogo e permanecem retidos a bordo de cerca de 400 embarcações. Este cenário levanta preocupações quanto ao bem-estar físico e mental destes profissionais.
A ONU revelou que nove navios em portos iranianos, com pelo menos 93 marinheiros a bordo, foram completamente abandonados. Os trabalhadores enfrentam uma realidade de "isolamento e confinamento prolongados em uma zona de conflito", o que gera incerteza sobre sua segurança e o desembarque, configurando um grave risco à sua saúde mental e física.
Recentemente, dois marinheiros indianos perderam a vida em um ataque com drone no Estreito de Ormuz, o que agrava ainda mais a situação. Em junho, forças dos EUA, que estavam cumprindo um bloqueio aos portos do Irã, realizaram um ataque contra uma embarcação de bandeira de Palau, resultando na morte de três marinheiros indianos e gerando indignação na Índia.
A ONU enfatizou a urgência da situação, afirmando que "as partes envolvidas no conflito devem trabalhar com urgência para facilitar a passagem segura dos marinheiros retidos". O apelo inclui a necessidade de permitir sua evacuação e desembarque em segurança, além de garantir a entrega de suprimentos essenciais.
Essa situação crítica não apenas afeta os marinheiros, mas também levanta questões sobre a responsabilidade das empresas que os empregam e a proteção dos direitos humanos em situações de conflito. A esperança é que, com a pressão internacional, medidas efetivas sejam tomadas para salvaguardar a vida e a dignidade desses trabalhadores em meio a um cenário tão adverso.