Eu morri de novo. Mas dessa vez não foi num videogame. Foi num terremoto. E a culpa não é minha, é da placa tectônica. O número de mortos no terremoto que devastou a Venezuela subiu para 4.930, segundo o último boletim oficial do governo venezuelano. O tremor, de magnitude 7,8 na escala Richter, atingiu o norte do país às 14h35 (horário local) de 14 de junho de 2026, com epicentro a 30 km de Caracas. As equipes de resgate seguem trabalhando nos escombros, enquanto o país tenta se reerguer.
O desastre em números
Segundo o governo venezuelano, 4.930 mortos foram confirmados até a manhã de 15 de junho. Desses, 3.200 estavam na capital, Caracas, onde prédios inteiros desabaram. Outros 1.200 morreram no estado de Miranda, e 530 em La Guaira. O número de feridos ultrapassa 12.000, com 8.000 hospitalizados.
A magnitude 7,8 é considerada "grande" pela escala Richter, capaz de causar destruição severa em áreas densamente povoadas. O epicentro foi a 30 km de Caracas, a 10 km de profundidade. Isso significa que o tremor foi sentido com força máxima na capital, onde vivem cerca de 3 milhões de pessoas.
Regiões mais afetadas
Caracas foi a cidade mais atingida. O centro histórico, com construções antigas de alvenaria, desabou em grande parte. Bairros como El Silencio e La Candelaria tiveram 80% dos edifícios destruídos. No estado de Miranda, cidades como Los Teques e Petare também sofreram danos extensos.
A costa de La Guaira, onde fica o principal porto do país, registrou 530 mortos e danos em armazéns e terminais. O aeroporto internacional de Maiquetía foi fechado para reparos, segundo a autoridade de aviação civil venezuelana.
O resgate e a resposta
Equipes de resgate da Venezuela, apoiadas por brigadas internacionais do México, Chile e Brasil, seguem nos escombros. Cães farejadores e drones com sensores térmicos são usados para localizar sobreviventes. Até o momento, 230 pessoas foram resgatadas com vida.
O governo venezuelano decretou estado de emergência por 30 dias e mobilizou 15.000 militares para as áreas afetadas. Hospitais de campanha foram montados em Caracas e Miranda, com capacidade para 2.000 leitos.
O contexto sísmico da Venezuela
A Venezuela está no Círculo de Fogo do Pacífico, uma região de intensa atividade sísmica e vulcânica. O país registra terremotos de magnitude 5 ou superior a cada 5-10 anos. O último grande abalo foi em 1997, em Cariaco, com magnitude 6,9 e 80 mortos.
O terremoto de 2026 é o mais mortal da história recente da Venezuela. Para comparação, o terremoto de 1812, que destruiu Caracas, deixou cerca de 20.000 mortos. A diferença agora é a densidade populacional e a fragilidade de construções mais antigas.
Próximos passos
As autoridades estimam que o número de mortos pode subir, já que equipes ainda não acessaram áreas isoladas nas montanhas de Miranda. A prioridade é encontrar sobreviventes nas primeiras 72 horas, período crítico para resgates. Depois, o foco será na remoção de escombros e na assistência humanitária.
A ONU já anunciou o envio de 50 toneladas de alimentos e medicamentos. O Brasil ofereceu ajuda com equipes de resgate e doações, segundo o Itamaraty.
Perguntas Frequentes
Quantas pessoas morreram no terremoto da Venezuela?
O número oficial de mortos é de 4.930, segundo o governo venezuelano, com possibilidade de aumento.
Qual foi a magnitude do terremoto?
O tremor teve magnitude 7,8 na escala Richter, com epicentro a 30 km de Caracas.
Quais áreas foram mais afetadas?
Caracas, o estado de Miranda e a costa de La Guaira sofreram os maiores danos.
Há ajuda internacional?
Sim. México, Chile, Brasil e a ONU enviaram equipes de resgate e suprimentos.
O que causou o terremoto?
O movimento das placas tectônicas do Caribe e da América do Sul, na falha de San Sebastián.
Como ajudar as vítimas?
Doações podem ser feitas através da Defesa Civil venezuelana ou de organizações como a Cruz Vermelha Internacional.