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B3 lança três novos índices de renda fixa atrelados ao Tesouro IPCA+

ResumoA B3 lançou três novos índices de renda fixa atrelados ao Tesouro IPCA+. Os IMA-B 5, IMA-B 20 e IMA-B 30 medem segmentos de títulos públicos indexados à inflação. A iniciativa amplia as opções de referência para investidores de longo prazo, oferecendo maior granularidade na análise de diferentes faixas de vencimento.

A B3 lançou três novos índices de renda fixa atrelados ao Tesouro IPCA+. Os IMA-B 5, IMA-B 20 e IMA-B 30 medem segmentos de títulos públicos indexados à inflação, ampliando as opções de referência para investidores de longo prazo.

Sol Henriques
B3 lança três novos índices de renda fixa atrelados ao Tesouro IPCA+

B3 lança três novos índices de renda fixa atrelados ao Tesouro IPCA+ — Foto: Reprodução / Blog Sem Juízo

B3 lança três novos índices de renda fixa atrelados ao Tesouro IPCA+

A B3 ampliou sua família de índices de renda fixa com o lançamento de três novos benchmarks atrelados ao Tesouro IPCA+. Os indicadores IMA-B 5, IMA-B 20 e IMA-B 30 segmentam a curva de títulos públicos indexados à inflação, oferecendo referências mais precisas para fundos, gestores e investidores de longo prazo.

Resposta direta: A B3 lançou três novos índices de renda fixa atrelados ao Tesouro IPCA+: IMA-B 5 (títulos com vencimento até 5 anos), IMA-B 20 (até 20 anos) e IMA-B 30 (até 30 anos). Eles segmentam a curva de juros reais, permitindo que investidores acompanhem o desempenho de NTN-Bs por prazo.

Como funcionam os novos índices IMA-B

Os novos índices da B3 são variações do IMA-B tradicional, que já media o desempenho de todas as NTN-B (Tesouro IPCA+) do mercado. A diferença agora é o recorte por prazo de vencimento:

  • IMA-B 5: títulos com vencimento em até 5 anos. Ideal para quem busca exposição a juros reais de curto prazo.
  • IMA-B 20: títulos com vencimento entre 5 e 20 anos. Cobre a maior parte da curva real.
  • IMA-B 30: títulos com vencimento acima de 20 anos. Foco no longo prazo.

Cada índice pondera os títulos pelo valor de mercado, com rebalanceamento mensal. A B3 divulga a composição completa em seu site.

Por que a segmentação por prazo importa

A curva de juros reais no Brasil tem inclinação variável. Em momentos de alta da inflação, títulos longos sofrem mais com a marcação a mercado. Já os curtos são menos voláteis. Com a segmentação, gestores podem:

  • Criar fundos com duration específica (curta, média ou longa).
  • Comparar performance de carteiras com perfil de risco similar.
  • Usar como benchmark para estratégias de hedge cambial ou de inflação.

Segundo o Banco Central, o IPCA registrou variação mensal de 0,16% em junho de 2026, acumulando alta de 3,3% no semestre. A inflação em trajetória de desaceleração torna os títulos IPCA+ ainda mais atrativos para proteger o poder de compra.

Impacto para investidores pessoa física

Para o investidor comum, os novos índices significam:

  • Transparência: é possível saber exatamente qual segmento da curva está performando melhor.
  • Diversificação: fundos que replicam IMA-B 5, por exemplo, têm menor volatilidade que o IMA-B geral.
  • Comparação: ao escolher um fundo de renda fixa, o investidor pode verificar se ele segue o índice adequado ao seu horizonte.

A B3 informa que os índices já estão disponíveis para consulta e podem ser usados como referência por fundos de investimento registrados na CVM.

Como a inflação influencia os índices

Os índices IMA-B são corrigidos pelo IPCA, principal índice de inflação do país. A variação mensal do IPCA em maio de 2026 foi 0,58%, segundo o Banco Central. Em abril, 0,67%; em março, 0,88%; em fevereiro, 0,70%; e em janeiro, 0,33%.

A trajetória de desaceleração da inflação ao longo do primeiro semestre de 2026 (de 0,88% em março para 0,16% em junho) beneficia os títulos IPCA+ de prazo mais curto, que reagem menos à marcação a mercado. Já os títulos longos (IMA-B 30) podem ter maior volatilidade se a inflação voltar a subir.

O que muda para fundos de renda fixa

Fundos que antes usavam o IMA-B geral como benchmark agora podem escolher o índice mais alinhado à sua estratégia. Um fundo com duration de 3 anos, por exemplo, pode adotar o IMA-B 5 como referência mais justa. Isso melhora a transparência para o cotista e reduz o risco de descasamento entre o benchmark e a carteira real.

A B3 também informa que os novos índices podem ser usados em produtos estruturados, como ETFs e COE, ampliando as opções de investimento no mercado de renda fixa brasileiro.

Perguntas Frequentes

Qual a diferença entre IMA-B 5, IMA-B 20 e IMA-B 30?

A diferença é o prazo de vencimento dos títulos incluídos. IMA-B 5: até 5 anos. IMA-B 20: entre 5 e 20 anos. IMA-B 30: acima de 20 anos.

Os novos índices substituem o IMA-B tradicional?

Não. O IMA-B tradicional continua existindo, medindo todas as NTN-B. Os novos índices são segmentações para maior precisão.

Onde consultar a composição dos índices?

No site da B3, na seção de índices de renda fixa, com atualização mensal da carteira.

Investidor pessoa física pode investir diretamente nos índices?

Não diretamente. Mas pode investir em fundos ou ETFs que repliquem esses índices.

Qual a relação com o Tesouro IPCA+?

Os índices são compostos exclusivamente por NTN-B, os títulos do Tesouro Nacional indexados ao IPCA, conhecidos como Tesouro IPCA+.

O que é Tesouro IPCA+ e como investir Entenda a curva de juros real no Brasil

Sol Henriques

Editoria Novidades

Sol Henriques cobre o setor de meios de pagamento e crédito no Blog Sem Juízo. Análises técnicas, sem viés comercial.