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Como pesquisadores encontraram fóssil de serpente ancestral em SP

ResumoO fóssil de serpente ancestral Tametara mirim foi descoberto em Presidente Prudente, SP, e descrito em estudo publicado na Nature. A espécie viveu entre 85 e 75 milhões de anos atrás, fornecendo evidências sobre a evolução e ocupação de diferentes ambientes por serpentes. A descoberta contribui para o entendimento da história evolutiva desses répteis.

Um fóssil de serpente ancestral descoberto em Presidente Prudente, SP, pode ajudar a entender como esses animais evoluíram e ocuparam diferentes ambientes. O estudo, publicado na Nature, analisa a espécie Tametara mirim, que viveu entre 85 e 75 milhões de anos atrás e já apresent

Dani Quaresma
Como pesquisadores encontraram fóssil de serpente ancestral em SP

Como pesquisadores encontraram fóssil de serpente ancestral em SP — Foto: Reprodução / Blog Sem Juízo

Como pesquisadores encontraram fóssil de serpente ancestral em SP

Pesquisadores encontraram o fóssil de uma das primeiras serpentes conhecidas no Sítio Paleontológico José Martin Suárez, em Presidente Prudente, interior de São Paulo. O material, descoberto em 2020, pode ajudar a esclarecer como esses animais evoluíram e ocuparam diferentes ambientes ao longo do tempo. O estudo foi publicado nesta quarta-feira (22) na revista Nature.

O que é a espécie Tametara mirim

A espécie identificada é a Tametara mirim. O fóssil inclui a metade posterior de um crânio preservado em 3D, mandíbulas articuladas e a porção anterior do pós-crânio, com 103 vértebras pré-sacrais. O crânio mede 17,8 milímetros, com comprimento total estimado em aproximadamente 33 milímetros. A parte preservada do corpo possui 419 milímetros.

O fóssil foi encontrado na Formação Adamantina, dentro da Bacia Bauru. Segundo os pesquisadores, ele tem entre aproximadamente 85 milhões e 75 milhões de anos.

Como a preservação permitiu exames em alta resolução

A preservação do material permitiu que os pesquisadores realizassem exames em alta resolução. Com a técnica, foi possível reconstruir em detalhes estruturas do crânio, incluindo o cérebro, nervos cranianos e o ouvido interno do animal.

A análise revelou que o cérebro de Tametara mirim apresentava uma morfologia diferente da observada tanto em outras serpentes primitivas quanto nas espécies atuais. Para os pesquisadores, essa diferença indica que, já no início da evolução das serpentes, existia uma diversidade na anatomia cerebral e, provavelmente, nas funções sensoriais desses animais.

O que o formato do cérebro revela sobre o habitat

O formato do cérebro e outras características anatômicas forneceram evidências de que Tametara mirim tinha um modo de vida associado a ambientes subterrâneos.

Os pesquisadores compararam as características encontradas no fóssil com as de outra serpente primitiva, Dinilysia, e identificaram diferenças que indicam que as duas espécies ocupavam ambientes distintos. Enquanto Tametara apresentava evidências compatíveis com um modo de vida subterrâneo, Dinilysia apresentava características de uma espécie com hábitos terrestres superficiais.

Como a descoberta muda o que sabemos sobre a evolução das serpentes

O estudo também confirma a origem das serpentes no Jurássico Médio e uma origem das serpentes modernas, chamadas de serpentes coroa, no início do Cretáceo Superior.

A diversidade na anatomia cerebral já presente em Tametara mirim sugere que, desde o início, as serpentes experimentaram diferentes estratégias sensoriais e ecológicas. Isso ajuda a explicar como esses animais conseguiram ocupar ambientes tão variados ao longo de sua história evolutiva.

O que significa para o público geral

Para quem não é paleontólogo, a descoberta em Presidente Prudente mostra que o Brasil ainda guarda fósseis capazes de reescrever capítulos importantes da história natural. O Sítio Paleontológico José Martin Suárez, onde o material foi encontrado, é um exemplo de como regiões do interior podem abrigar registros cruciais para a ciência.

A pesquisa também reforça a importância da preservação de sítios fossilíferos e do financiamento de estudos em paleontologia. Cada novo fóssil pode trazer peças que faltam para entender como a vida se diversificou e se adaptou a diferentes condições.

Perguntas Frequentes

Onde foi encontrado o fóssil de Tametara mirim?

O fóssil foi descoberto no Sítio Paleontológico José Martin Suárez, em Presidente Prudente, interior de São Paulo, na Formação Adamantina, Bacia Bauru.

Qual a idade do fóssil?

Segundo os pesquisadores, o material tem entre aproximadamente 85 milhões e 75 milhões de anos.

O que a descoberta revela sobre a evolução das serpentes?

O estudo confirma a origem das serpentes no Jurássico Médio e a origem das serpentes modernas no início do Cretáceo Superior. A anatomia cerebral de Tametara mirim indica diversidade sensorial já no início da evolução do grupo.

Tametara mirim vivia onde?

As características anatômicas indicam que a espécie tinha um modo de vida associado a ambientes subterrâneos, ao contrário de outra serpente primitiva, Dinilysia, que tinha hábitos terrestres superficiais.

O estudo foi publicado onde?

O estudo foi publicado na revista Nature nesta quarta-feira (22).

Dani Quaresma

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Dani Quaresma cobre o setor de meios de pagamento e crédito no Blog Sem Juízo. Análises técnicas, sem viés comercial.