# EUA aprovam pílula da Merck para reduzir colesterol: o que muda?

> O FDA aprovou a pílula MK-0616 da Merck para reduzir colesterol em adultos com risco cardiovascular. O medicamento oral oferece uma alternativa ao tratamento injetável, simplificando o manejo da condição. A aprovação representa um avanço no controle do colesterol, com potencial para melhorar a adesão dos pacientes à terapia.

*Blog Sem Juízo · Novidades · 17 de julho de 2026 · Babi Cordeiro*

O FDA aprovou a pílula da Merck para reduzir colesterol em adultos com risco cardiovascular. O novo medicamento oral, chamado MK-0616, promete facilitar o tratamento. Entenda os detalhes da aprovação e o que esperar.

O FDA, agência regulatória dos Estados Unidos, aprovou a pílula da Merck para reduzir colesterol em adultos. O remédio, chamado MK-0616, é um inibidor oral de PCSK9, alvo terapêutico já usado em injeções. A decisão, anunciada em junho de 2026, abre caminho para uma nova opção de tratamento para quem tem colesterol alto.

**O que é a pílula da Merck para colesterol?**

A MK-0616 é um medicamento oral, tomado uma vez ao dia, que reduz o colesterol LDL (o "ruim"). Diferente dos anticorpos monoclonais injetáveis, como evolocumabe e alirocumabe, a pílula da Merck age bloqueando a proteína PCSK9 no fígado, aumentando a captação de LDL. Segundo o FDA, os ensaios clínicos de fase 3 mostraram uma redução média de 50% no LDL, comparável às injeções.

**Quem pode usar a nova pílula?**

A aprovação cobre adultos com hipercolesterolemia primária (incluindo heterozigótica familiar) e doença cardiovascular aterosclerótica (ASCVD) que já usam estatinas na dose máxima tolerada, mas ainda precisam de redução adicional do LDL. A Merck informou que o preço será definido nos próximos meses, mas estima-se que seja similar ao das injeções de PCSK9, que custam entre US$ 5.000 e US$ 14.000 por ano nos EUA.

**Como funciona a pílula em comparação com as injeções?**

A principal vantagem é a via oral. As injeções de PCSK9 exigem aplicação a cada duas ou quatro semanas, o que pode ser um obstáculo para alguns pacientes. A pílula da Merck é tomada diariamente, sem necessidade de refrigeração. Nos estudos, os efeitos colaterais mais comuns foram leves: nasofaringite (resfriado), dor de cabeça e diarreia. Não houve diferença significativa em eventos adversos graves em relação ao placebo.

**O que dizem os especialistas?**

A cardiologista Dra. Ana Paula Martins, da Sociedade Brasileira de Cardiologia, afirma que a aprovação "representa um avanço na adesão ao tratamento" tratamento para colesterol alto. Ela ressalta que a pílula não substitui as estatinas, mas é uma opção adicional para pacientes de alto risco. Ainda não há previsão de registro no Brasil pela Anvisa.

**Cenário regulatório e próximos passos**

A Merck pretende lançar a MK-0616 nos EUA no quarto trimestre de 2026. A empresa também busca aprovação na Europa e no Japão. No Brasil, o registro depende de estudos locais e submissão à Anvisa. Historicamente, medicamentos aprovados pelo FDA chegam ao Brasil em 1 a 3 anos após a aprovação americana.

**Perguntas Frequentes**

### A pílula da Merck substitui as estatinas?

Não. A MK-0616 é indicada como terapia adjuvante para pacientes que já tomam estatinas na dose máxima tolerada.

### Qual a diferença entre a pílula e as injeções de PCSK9?

A pílula é oral, tomada uma vez ao dia; as injeções são aplicadas a cada 2 a 4 semanas. A eficácia na redução do LDL é semelhante.

### Quanto custa a pílula da Merck?

O preço ainda não foi divulgado. Estima-se que seja similar ao das injeções de PCSK9, entre US$ 5.000 e US$ 14.000 por ano.

### Quando chega ao Brasil?

Não há previsão. A Merck precisa registrar o produto na Anvisa, o que pode levar de 1 a 3 anos.

### Quem não pode tomar a pílula?

A MK-0616 não é recomendada para gestantes, lactantes ou pacientes com insuficiência hepática grave. Consulte seu médico.

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Fonte (canonical): https://blogsemjuizo.com.br/novidades/eua-aprovam-pilula-merck-reduzir-colesterol/
