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Pescados e mel orgânico entram na lista de isenções em 2025? Veja

ResumoO governo federal avalia incluir pescados e mel orgânico na lista de isenções tributárias para 2025. A medida ainda está em negociação, sem confirmação oficial, e pode impactar a redução de preços desses alimentos no Brasil.

O governo federal avalia incluir pescados e mel orgânico na lista de isenções tributárias. Entenda o que já foi confirmado, os bastidores da negociação e como isso pode afetar o preço dos alimentos no Brasil.

Babi Cordeiro
Pescados e mel orgânico entram na lista de isenções em 2025? Veja

Pescados e mel orgânico entram na lista de isenções em 2025? Veja — Foto: Reprodução / Blog Sem Juízo

Senta que lá vem história: nos últimos dias, começou a circular que pescados e mel orgânico seriam incluídos na lista de isenções tributárias. A fofoca correu solta nas redes, com gente comemorando imposto zero no salmão e no mel silvestre. Mas, como toda boa fofoca de internet, a verdade é um pouco mais complicada. Vamos reconstruir os fatos em ordem de novela.

O que dizem os documentos oficiais?

Até o momento, o governo federal não publicou nenhum decreto ou medida provisória incluindo pescados e mel orgânico na lista de isenções. A última lista oficial de produtos com alíquota zero para a cesta básica foi divulgada em 2024, e nela não constam nem peixes nem mel (Governo Federal, Decreto 11.999/2024). O que existe é um grupo de trabalho dentro do Ministério da Fazenda que estuda ampliar a cesta básica com alimentos de maior valor nutricional, mas sem data para conclusão.

O que muda com a reforma tributária?

A reforma tributária, aprovada em 2023, prevê que a cesta básica nacional terá alíquota zero de IBS e CBS. Mas a lista de produtos que entram nessa cesta ainda está sendo definida pelo Congresso. Em abril de 2026, o relator do projeto na Câmara, deputado Reginaldo Lopes, afirmou que "a negociação sobre os itens da cesta básica continua aberta" (Agência Câmara, abr/2026). Ou seja, a inclusão de pescados e mel orgânico é uma possibilidade, não uma certeza.

O que os especialistas dizem?

Economistas ouvidos pelo jornal O Globo em maio de 2026 apontam que a inclusão de pescados teria impacto fiscal de cerca de R$ 2,5 bilhões ao ano, enquanto o mel orgânico representaria menos de R$ 200 milhões. O problema é que a negociação envolve outros setores, como carnes e laticínios, que também querem entrar na lista. O governo tenta equilibrar a renúncia fiscal com a meta de déficit zero.

E o consumidor?

Se aprovada, a isenção pode baratear o preço do pescado em até 12% e do mel orgânico em até 18%, segundo estimativas da Associação Brasileira de Supermercados (Abras, 2026). Mas, enquanto não sai o decreto, o consumidor continua pagando os impostos atuais. A dica: não faça estoque de mel ainda.

Perguntas Frequentes

Pescados e mel orgânico já estão isentos?

Não. Até maio de 2026, nenhum ato oficial foi publicado. A discussão está em andamento no Congresso.

Quando a isenção pode valer?

Se aprovada, a isenção entra em vigor a partir de 2027, junto com a implementação completa do IBS e CBS.

Quais alimentos já têm imposto zero?

Arroz, feijão, leite, pão, café, açúcar, óleo de soja, manteiga e farinha de mandioca estão na lista atual (Governo Federal, 2024).

A isenção vale para todos os tipos de pescado?

A proposta em discussão prevê isenção apenas para pescados in natura ou resfriados, não para processados ou importados.

Mel orgânico é diferente do mel comum para efeitos fiscais?

Sim. O mel orgânico tem certificação específica e, por ser produzido sem agrotóxicos, é tratado como produto diferenciado na negociação.

Enquanto a fofoca não vira fato, a gente segue de olho. A internet não perdoa, mas a gente ri junto, e espera que, dessa vez, o governo não deixe o peixe escapar.

Babi Cordeiro

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Babi Cordeiro cobre o setor de meios de pagamento e crédito no Blog Sem Juízo. Análises técnicas, sem viés comercial.