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Agro responde por 65% do transporte da VLI e tendência é de alta

ResumoVLI registrou no primeiro semestre de 2026 o maior volume histórico de grãos e farelos, com 12,4 milhões de toneladas transportadas. O agronegócio representa 65% do faturamento da empresa. Novos investimentos em ferrovias e portos indicam tendência de aumento da participação do setor no transporte da VLI.

A VLI encerrou o primeiro semestre de 2026 com o maior volume de grãos e farelos de sua história: 12,4 milhões de toneladas. O agronegócio já responde por 65% do faturamento da empresa, e a tendência é de alta, com novos investimentos em ferrovias e portos.

Dani Quaresma
Agro responde por 65% do transporte da VLI e tendência é de alta

Agro responde por 65% do transporte da VLI e tendência é de alta — Foto: Reprodução / Blog Sem Juízo

Agro responde por 65% do transporte de cargas da VLI e tendência é de alta

A VLI encerrou o primeiro semestre de 2026 com o maior volume de grãos e farelos já movimentado em sua história: 12,4 milhões de toneladas. O avanço foi de 7,9% em relação aos seis primeiros meses de 2025, ano que já havia sido de percentuais crescentes para a empresa. O agronegócio respondeu por 65% do faturamento líquido da VLI em 2025, e a tendência, segundo a diretoria, é de alta.

O recorde do segundo trimestre

O desempenho foi impulsionado principalmente pela movimentação de cargas entre abril e junho. A companhia transportou 7,9 milhões de toneladas de grãos e farelos no período, o melhor volume da história para o trimestre, 8% superior ao mesmo período de 2025.

"Os números do primeiro semestre mantêm o desempenho positivo iniciado em 2025", afirma a companhia.

Os três corredores logísticos que puxaram o resultado

O crescimento foi puxado pelos três corredores logísticos de maior movimentação da empresa, localizados em regiões estratégicas para o agro:

  • Corredor Norte: liga regiões produtoras do Matopiba e do Centro-Oeste ao Terminal Portuário de São Luís, no Maranhão.
  • Corredor Leste: atende polos produtivos de Minas Gerais e do Espírito Santo, com acesso aos terminais portuários capixabas.
  • Corredor Sudeste: integra áreas produtoras do Centro-Oeste ao Porto de Santos.

O peso do agro no faturamento

Produtos do agronegócio, grãos, farelos, açúcar e fertilizantes, corresponderam por 65% do faturamento líquido da VLI em 2025. Para Carolina Hernandez, diretora comercial, de projetos e planejamento estratégico, o número representa o "peso crescente do agronegócio na operação da empresa nos últimos anos".

2025: o melhor ano da história

Em 2025, pelas ferrovias da VLI foram escoadas 23 milhões de toneladas, alta de 16% em relação a 2024. Pelos portos operados pela empresa, o aumento foi de 14%, com 15,4 milhões de toneladas embarcadas. O desempenho consolidou 2025 como o melhor da história da companhia, contribuindo para uma receita líquida de R$ 9,95 bilhões, Ebitda de R$ 5,26 bilhões e lucro líquido de R$ 1,40 bilhão, alta de 5,3% sobre 2024.

O que esperar para o segundo semestre

Hernandez acredita que o bom desempenho deve se manter no segundo semestre. "As adaptações feitas para aumentar a movimentação de novos produtos, como é o caso dos farelos, indica que poderemos ter um segundo semestre positivo", afirma. A executiva se refere à nova rota de transporte de farelo de soja, por ferrovia, até o Porto do Itaqui, no Maranhão. Os embarques, que ocorriam de maneira esporádica, passarão a ser constantes durante todo o ano.

Nova parceria com gigante global de fertilizantes

No início de julho, a VLI anunciou a chegada da ETG Fertilizantes ao Brasil. A parceria prevê a instalação da primeira unidade industrial da gigante global no complexo empresarial que a companhia mantém em Palmeirante (TO), um entroncamento estratégico da Ferrovia Norte-Sul.

A planta terá capacidade para produzir até 200 mil toneladas de fertilizantes por ano e armazenar 45 mil toneladas. O investimento estimado é de R$ 26 milhões.

A ETG se junta à Mosaic, que já opera no mesmo hub desde o ano passado, consolidando a estratégia da VLI de transformar o entorno de seu complexo ferroviário em polo de atração para indústrias do agronegócio.

O que isso significa para o produtor

Para quem produz grãos no Matopiba, Centro-Oeste, Minas Gerais ou Espírito Santo, a tendência de alta na movimentação da VLI sinaliza mais capacidade de escoamento e, potencialmente, menor dependência de modais alternativos. A consolidação de rotas como a do farelo de soja para o Maranhão e a atração de indústrias como ETG e Mosaic para o entorno ferroviário indicam que a logística do agro está se estruturando para atender a demanda crescente, inclusive com armazenagem próxima à ferrovia.

Perguntas Frequentes

Qual foi o volume recorde de grãos da VLI no primeiro semestre de 2026?

Foram 12,4 milhões de toneladas de grãos e farelos, alta de 7,9% sobre o mesmo período de 2025.

Quanto o agro representa no faturamento da VLI?

Produtos do agronegócio corresponderam por 65% do faturamento líquido da empresa em 2025.

Quais são os três corredores logísticos da VLI?

Corredor Norte (Matopiba e Centro-Oeste para São Luís), Corredor Leste (Minas Gerais e Espírito Santo para portos capixabas) e Corredor Sudeste (Centro-Oeste para o Porto de Santos).

O que muda com a chegada da ETG Fertilizantes?

A ETG instalará sua primeira unidade industrial no Brasil em Palmeirante (TO), com capacidade para produzir até 200 mil toneladas de fertilizantes por ano e investimento estimado de R$ 26 milhões.

A VLI espera manter o crescimento no segundo semestre?

Sim. A diretoria aposta nas adaptações feitas para aumentar a movimentação de farelos e na nova rota constante para o Porto do Itaqui.

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Dani Quaresma

Editoria Destaques

Dani Quaresma cobre o setor de meios de pagamento e crédito no Blog Sem Juízo. Análises técnicas, sem viés comercial.