Já tentou entender para onde vai o dinheiro dos seus impostos? Pois é, eu também. E nessa dança entre o que a gente paga e o que volta em serviços, surge uma ideia que volta e meia aparece nos debates: o Imposto sobre Grandes Fortunas. A pré-candidata a deputada federal Luna Zarattini (PT-SP) defendeu nesta 3ª feira (21.jul.2026) que o Congresso aprove a criação desse tributo. Em entrevista ao Poder360, ela também afirmou que é preciso apresentar na Câmara mudanças estruturantes, como uma reforma política.
"A gente precisa avançar na taxação das grandes fortunas, na justiça tributária, em cobrar do andar de cima para que a gente tenha mais orçamento para fazer as políticas sociais, políticas públicas que a gente precisa. Precisamos de uma reforma política para que o Congresso represente, de fato, a maioria da população brasileira. Temos subparticipação de mulheres, de pessoas negras, da população LGBTQIA+, da população indígena quilombola", declarou.
O que é o Imposto sobre Grandes Fortunas?
A cobrança do IGF está na Constituição, mas nunca foi regulamentada. Para isso, depende de projeto de lei complementar. Em 6 de novembro de 2025, o STF decidiu que o Congresso crie o imposto, mas não definiu um prazo para que isso seja feito, o que mantém a situação atual. Na prática, mesmo estando previsto desde 1988, o imposto nunca saiu do papel.
Por que isso importa para você?
Se você é daqueles que acha que o rico paga pouco imposto no Brasil, essa discussão pode mudar o jogo. Hoje, quem vive de salário tem descontos na fonte, enquanto grandes fortunas muitas vezes ficam intocadas. A ideia é que a taxação dessas riquezas libere recursos para políticas públicas, saúde, educação, infraestrutura, que afetam diretamente o seu bolso e o seu dia a dia.
A crítica ao Congresso
Luna, que também integra a coordenação de campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou que há entraves no Legislativo a políticas formuladas pelo governo e que o Congresso "tem virado as costas para o povo". "Tanto é que o Congresso hoje leva o nome de Congresso inimigo do povo, por tentar barrar grandes avanços para a classe trabalhadora, como o fim da escala 6 X 1, a taxação das grandes fortunas, e impedir programas e projetos levados pelo governo", declarou.
Para ela, é necessário pressionar o Congresso para haver mudanças. "Justamente porque, hoje, o Congresso Nacional, a Câmara dos Deputados e o Senado, representam um muro, representam um impedimento do avanço das políticas feitas pelo governo Lula", afirmou.
A defesa da justiça tributária
Ao ser questionada sobre a defesa do coordenador do programa de governo da campanha de Lula, Sergio Gabrielli, para ampliar a tributação sobre rendas financeiras a pretexto de reduzir as desigualdades, Luna endossou a discussão sobre justiça tributária. "A gente vai precisar, sim, discutir mecanismos de justiça tributária. Isso existe em vários países na Europa, em várias potências. A gente tem vários exemplos sobre isso e nós precisamos também avançar no Brasil", disse.
A resposta ao mercado financeiro
A pré-candidata a deputada federal também rebateu agentes financeiros por apontarem dificuldades do governo Lula em fazer um ajuste fiscal pelo lado das despesas. "Não se justificam essas críticas que o mercado muitas vezes faz, o mercado financeiro ou as elites financeiras, porque o Brasil tem se desenvolvido como uma potência econômica, uma potência geopolítica no mundo. Isso tudo sob a liderança do nosso presidente Lula, que é um dos grandes líderes mundiais e que tem sido reconhecido no mundo inteiro", declarou.
Perguntas Frequentes
O que é o Imposto sobre Grandes Fortunas?
É um tributo previsto na Constituição de 1988, mas que nunca foi regulamentado. Ele incidiria sobre patrimônios muito elevados, como grandes propriedades e investimentos.
Quem é Luna Zarattini?
Vereadora de São Paulo pelo PT, pré-candidata a deputada federal e integrante da coordenação de campanha de Lula à reeleição.
O STF já decidiu sobre o imposto?
Sim. Em 6 de novembro de 2025, o STF decidiu que o Congresso deve criar o imposto, mas não estipulou prazo.
Por que o Congresso é criticado?
Segundo Luna, o Legislativo barra pautas como a taxação de grandes fortunas e o fim da escala 6x1, representando um obstáculo às políticas do governo.
Como isso afeta o cidadão comum?
Se aprovado, o imposto pode aumentar a arrecadação para financiar políticas públicas, potencialmente reduzindo a carga tributária sobre consumo e renda da classe média.