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Anac permite voos após 23h em Congonhas em exceções

ResumoA Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) aprovou exceções para voos após as 23h no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, mediante pedido da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear). A medida vale apenas para eventos extraordinários, como mau tempo, sem alterar a regra geral de restrição noturna. A decisão visa reduzir impactos operacionais em situações atípicas.

A Anac aprovou pedido da Abear para ampliar operações em Congonhas além das 23h, mas só em eventos extraordinários como mau tempo. Veja o que muda.

Igor Bastos
Anac permite voos após 23h em Congonhas em exceções

Anac permite voos após 23h em Congonhas em exceções — Foto: Reprodução / Blog Sem Juízo

Morri de novo, e a culpa não é minha. Dessa vez, porém, a morte foi de expectativa: eu já tinha aceitado que Congonhas fechava às 23h e ponto final. A Anac, porém, aprovou o pedido da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) para ampliar o horário das operações no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, em situações consideradas excepcionais.

A resposta direta: o aeroporto, que funciona entre 6h e 23h por estar em área residencial, pode ter o horário ampliado para além das 23h, mas somente quando ocorrerem eventos extraordinários que impactem a malha aérea. A decisão saiu na 27ª Reunião Deliberativa Eletrônica da Diretoria Colegiada da agência e não prevê mudança no horário oficial nem autorização para voos programados depois do limite normal.

O que mudou, na prática, é a interpretação da Resolução 55, em vigor desde 2008, que veda operações comerciais regulares e de aviação geral após as 23h, salvo em situações específicas como transporte de enfermos graves, órgãos para transplante e busca e salvamento. A norma não previa contingências, e isso foi revisto agora. Segundo a Anac, a medida busca reduzir impactos em cascata na malha aérea e aos passageiros provocados por eventos extraordinários, como mau tempo, e será restrita à conclusão de operações que já estavam programadas para o dia.

A concessionária Aena, que administra o aeroporto, reforçou que eventuais prorrogações ocorrem só em situações excepcionais, avaliadas caso a caso. Os dados mostram que não é mudança de rotina: em 2025, houve cinco prorrogações; em 2026, apenas duas até agora. A Abear, por sua vez, disse que a medida é restrita a emergências ou força maior, como condições meteorológicas adversas, e que o objetivo é dar previsibilidade às ações coordenadas entre autoridades, empresas aéreas e operadora aeroportuária, sem prejuízo à segurança.

No Brasil até o respawn é caro, mas pelo menos agora, se o tempo fechar, o voo pode terminar a partida sem esperar o amanhecer. O horário de Congonhas segue intacto; a exceção é que virou regra só no papel, e só quando a natureza decide trollar a malha aérea.

Igor Bastos

Editoria Destaques

Igor Bastos cobre o setor de meios de pagamento e crédito no Blog Sem Juízo. Análises técnicas, sem viés comercial.

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