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Após internação de Milton Nascimento, veja fatores de risco da pneumonia

ResumoA pneumonia mata mais de 40 mil brasileiros por ano, segundo dados do Ministério da Saúde. Fatores de risco incluem idade avançada, tabagismo, doenças crônicas como diabetes e problemas cardíacos, além de sistema imunológico enfraquecido. A vacinação e o tratamento precoce são medidas essenciais de proteção contra a doença.

A internação de Milton Nascimento reacendeu o alerta sobre a pneumonia. Dados oficiais do Ministério da Saúde mostram que a doença mata mais de 40 mil brasileiros por ano. Conheça os fatores de risco e como se proteger.

Igor Bastos
Após internação de Milton Nascimento, veja fatores de risco da pneumonia

Após internação de Milton Nascimento, veja fatores de risco da pneumonia — Foto: Reprodução / Blog Sem Juízo

Após internação de Milton Nascimento, veja fatores de risco da pneumonia

A internação de Milton Nascimento, aos 81 anos, trouxe de volta aos holofotes uma doença que mata de forma silenciosa: a pneumonia. Segundo o Ministério da Saúde, a enfermidade foi responsável por mais de 40 mil mortes no Brasil em 2024. Entender os fatores de risco é o primeiro passo para evitar o pior.

Os principais fatores de risco da pneumonia incluem idade acima de 60 anos, tabagismo, doenças crônicas como diabetes e asma, imunossupressão, hospitalização recente e desnutrição. A vacinação contra pneumococo e gripe reduz significativamente o risco.

Quem está mais vulnerável?

A pneumonia é uma infecção que inflama os alvéolos pulmonares, podendo ser causada por bactérias, vírus ou fungos. Pessoas com mais de 60 anos, como Milton Nascimento, estão no grupo de maior risco. A Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT) aponta que a taxa de mortalidade em idosos hospitalizados por pneumonia pode chegar a 20%.

Doenças pré-existentes

Condições como diabetes, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), asma e insuficiência cardíaca aumentam a chance de complicações. Um estudo do Ministério da Saúde indicou que 60% dos pacientes internados por pneumonia em 2024 tinham ao menos uma comorbidade.

Imunossupressão

Pacientes em tratamento oncológico, transplantados ou com HIV têm o sistema imunológico comprometido. Dados da SBPT mostram que a pneumonia é a principal causa de morte evitável em imunossuprimidos no Brasil.

Hábitos que aumentam o risco

O tabagismo é o fator de risco comportamental mais relevante. Fumantes têm de 2 a 4 vezes mais chances de desenvolver pneumonia, segundo o INCA. O consumo excessivo de álcool também fragiliza as defesas pulmonares.

Prevenção: vacina ainda é a melhor arma

A vacina pneumocócica está disponível no SUS para idosos e grupos de risco. A cobertura vacinal contra o pneumococo em maiores de 60 anos foi de 68% em 2024, abaixo da meta de 90% do Ministério da Saúde. A vacina da gripe também reduz o risco, já que o influenza pode evoluir para pneumonia bacteriana.

Quando procurar o hospital?

Sintomas como febre alta persistente, tosse com catarro, falta de ar e dor no peito exigem avaliação médica urgente. A demora no tratamento pode levar à sepse, condição que mata em horas.

Perguntas Frequentes

Pneumonia é contagiosa?

Sim, a pneumonia bacteriana e viral pode ser transmitida por gotículas respiratórias. O contato próximo com infectados, especialmente em ambientes fechados, aumenta o risco.

Qual a diferença entre pneumonia e gripe?

A gripe é uma infecção viral que afeta as vias aéreas superiores, enquanto a pneumonia atinge os alvéolos pulmonares. A gripe pode evoluir para pneumonia, principalmente em idosos.

Quanto tempo dura o tratamento?

O tratamento com antibióticos para pneumonia bacteriana dura de 7 a 14 dias. Casos graves podem exigir internação hospitalar por até 3 semanas.

Quem já teve pneumonia pode ter de novo?

Sim, a infecção não gera imunidade duradoura. Pessoas com fatores de risco podem ter episódios recorrentes.

A pneumonia tem cura?

Sim, a maioria dos casos responde bem ao tratamento com antibióticos, desde que iniciado precocemente. A taxa de cura ultrapassa 90% em pacientes sem comorbidades.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui consulta médica. Em caso de sintomas, procure um profissional de saúde.

Igor Bastos

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Igor Bastos cobre o setor de meios de pagamento e crédito no Blog Sem Juízo. Análises técnicas, sem viés comercial.