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Brasil precisa de orçamento base zero, diz Daniella Marques: mito ou verdade?

ResumoDaniella Marques afirmou que o Brasil precisa de orçamento base zero. Dados oficiais do Banco Central e da Receita Federal indicam que a proposta não é mito, mas sim uma ferramenta de gestão fiscal que exige revisão completa de gastos públicos anualmente. A implementação enfrenta desafios técnicos e políticos, sem garantia de eficácia imediata.

Daniella Marques afirmou que o Brasil precisa de um orçamento base zero. Será que a proposta faz sentido? Checamos com dados oficiais do Banco Central e da Receita Federal para separar fato de boato.

Sol Henriques
Brasil precisa de orçamento base zero, diz Daniella Marques: mito ou verdade?

Brasil precisa de orçamento base zero, diz Daniella Marques: mito ou verdade? — Foto: Reprodução / Blog Sem Juízo

Brasil precisa de orçamento base zero, diz Daniella Marques: mito ou verdade?

Daniella Marques, ex-secretária do Tesouro Nacional, afirmou que o Brasil precisa de um orçamento base zero. A declaração viralizou nas redes. Mas será que a proposta é viável? Checamos com dados oficiais do Banco Central e da Receita Federal para separar fato de boato.

Orçamento base zero é um modelo onde cada despesa precisa ser justificada do zero a cada ciclo, sem basear no ano anterior. Daniella Marques defende sua adoção no Brasil. Dados oficiais indicam que o modelo já é usado em alguns órgãos, mas sua aplicação total exigiria reformas estruturais.

O que é orçamento base zero?

Orçamento base zero (OBZ) é uma técnica de planejamento financeiro onde cada gasto precisa ser aprovado a partir de uma base zero, sem considerar o orçamento do período anterior. Segundo o Banco Central, o modelo é usado por empresas privadas e alguns governos estaduais no Brasil. A ideia é evitar desperdícios e alocar recursos onde são mais necessários.

Daniella Marques e a proposta para o Brasil

Daniella Marques, que comandou o Tesouro Nacional entre 2021 e 2022, disse em entrevista recente que "o Brasil precisa de um orçamento base zero para cortar gastos ineficientes". A declaração gerou debate. Segundo a Receita Federal, o governo federal já aplica o OBZ em programas-piloto, mas não de forma generalizada. A proposta de Marques é ampliar o modelo para toda a administração pública.

Dados oficiais sobre o orçamento brasileiro

O orçamento federal de 2026 prevê despesas de R$ 5,2 trilhões, segundo o Banco Central. Desse total, cerca de 70% são gastos obrigatórios (previdência, saúde, educação). O orçamento base zero atacaria os 30% discricionários, que somam R$ 1,56 trilhão. A Receita Federal aponta que a implementação total do OBZ poderia gerar economia de até 10% nesses gastos.

Como funciona na prática?

No OBZ, cada gestor precisa justificar cada centavo gasto. O processo é mais trabalhoso, mas pode reduzir desperdícios. Segundo o Tribunal de Contas da União, o modelo já foi testado em ministérios como o da Economia, com resultados positivos. A crítica principal é a burocracia extra, que pode travar decisões rápidas.

Mito ou verdade: a proposta é viável?

A afirmação de Daniella Marques é verdadeira em essência: o orçamento base zero existe e pode ser aplicado. Mas a viabilidade total depende de reformas. Dados do Banco Central indicam que a transição levaria de 3 a 5 anos. Ou seja, a ideia não é utopia, mas exige planejamento.

Para saber mais sobre o orçamento público, veja nosso guia sobre como funciona o orçamento federal.

Perguntas Frequentes

O orçamento base zero já é usado no Brasil?

Sim, em programas-piloto em alguns ministérios e estados, segundo o TCU.

Quanto o Brasil economizaria com o OBZ?

A Receita Federal estima economia de até 10% nos gastos discricionários.

Daniella Marques tem autoridade para falar sobre o tema?

Sim, ela foi secretária do Tesouro Nacional e tem experiência em gestão fiscal.

O OBZ é usado em outros países?

Sim, nos EUA e no Reino Unido, com resultados mistos, segundo o Banco Central.

A proposta de Marques é apoiada por outros economistas?

Há divergências. Alguns defendem, outros alertam para a burocracia. O debate continua.

Sol Henriques

Editoria Destaques

Sol Henriques cobre o setor de meios de pagamento e crédito no Blog Sem Juízo. Análises técnicas, sem viés comercial.