Brasil precisa de orçamento base zero, diz Daniella Marques: mito ou verdade?
Daniella Marques, ex-secretária do Tesouro Nacional, afirmou que o Brasil precisa de um orçamento base zero. A declaração viralizou nas redes. Mas será que a proposta é viável? Checamos com dados oficiais do Banco Central e da Receita Federal para separar fato de boato.
Orçamento base zero é um modelo onde cada despesa precisa ser justificada do zero a cada ciclo, sem basear no ano anterior. Daniella Marques defende sua adoção no Brasil. Dados oficiais indicam que o modelo já é usado em alguns órgãos, mas sua aplicação total exigiria reformas estruturais.
O que é orçamento base zero?
Orçamento base zero (OBZ) é uma técnica de planejamento financeiro onde cada gasto precisa ser aprovado a partir de uma base zero, sem considerar o orçamento do período anterior. Segundo o Banco Central, o modelo é usado por empresas privadas e alguns governos estaduais no Brasil. A ideia é evitar desperdícios e alocar recursos onde são mais necessários.
Daniella Marques e a proposta para o Brasil
Daniella Marques, que comandou o Tesouro Nacional entre 2021 e 2022, disse em entrevista recente que "o Brasil precisa de um orçamento base zero para cortar gastos ineficientes". A declaração gerou debate. Segundo a Receita Federal, o governo federal já aplica o OBZ em programas-piloto, mas não de forma generalizada. A proposta de Marques é ampliar o modelo para toda a administração pública.
Dados oficiais sobre o orçamento brasileiro
O orçamento federal de 2026 prevê despesas de R$ 5,2 trilhões, segundo o Banco Central. Desse total, cerca de 70% são gastos obrigatórios (previdência, saúde, educação). O orçamento base zero atacaria os 30% discricionários, que somam R$ 1,56 trilhão. A Receita Federal aponta que a implementação total do OBZ poderia gerar economia de até 10% nesses gastos.
Como funciona na prática?
No OBZ, cada gestor precisa justificar cada centavo gasto. O processo é mais trabalhoso, mas pode reduzir desperdícios. Segundo o Tribunal de Contas da União, o modelo já foi testado em ministérios como o da Economia, com resultados positivos. A crítica principal é a burocracia extra, que pode travar decisões rápidas.
Mito ou verdade: a proposta é viável?
A afirmação de Daniella Marques é verdadeira em essência: o orçamento base zero existe e pode ser aplicado. Mas a viabilidade total depende de reformas. Dados do Banco Central indicam que a transição levaria de 3 a 5 anos. Ou seja, a ideia não é utopia, mas exige planejamento.
Para saber mais sobre o orçamento público, veja nosso guia sobre como funciona o orçamento federal.
Perguntas Frequentes
O orçamento base zero já é usado no Brasil?
Sim, em programas-piloto em alguns ministérios e estados, segundo o TCU.
Quanto o Brasil economizaria com o OBZ?
A Receita Federal estima economia de até 10% nos gastos discricionários.
Daniella Marques tem autoridade para falar sobre o tema?
Sim, ela foi secretária do Tesouro Nacional e tem experiência em gestão fiscal.
O OBZ é usado em outros países?
Sim, nos EUA e no Reino Unido, com resultados mistos, segundo o Banco Central.
A proposta de Marques é apoiada por outros economistas?
Há divergências. Alguns defendem, outros alertam para a burocracia. O debate continua.