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Cade apura conduta anticompetitiva no setor de fragrâncias: entenda

ResumoO Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) investiga Firmenich, Givaudan e IFF por suposta troca de informações concorrenciais sensíveis no setor de fragrâncias. Seis executivos são alvos do processo administrativo instaurado pelo órgão antitruste.

O Cade instaurou processo administrativo contra Firmenich, Givaudan e IFF por suposta troca de informações concorrenciais sensíveis. Seis executivos são investigados.

Igor Bastos
Cade apura conduta anticompetitiva no setor de fragrâncias: entenda

Cade apura conduta anticompetitiva no setor de fragrâncias: entenda — Foto: Reprodução / Blog Sem Juízo

Cade apura conduta anticompetitiva no setor de fragrâncias

Eu morri de novo, e a culpa não é minha. Dessa vez, quem está no banco dos réus não é um jogador com ping alto, mas três gigantes do perfume que, segundo o Cade, podem ter trocado informações que não deviam. O Conselho Administrativo de Defesa Econômica instaurou um processo administrativo para investigar condutas anticompetitivas no mercado internacional de fragrâncias, com reflexos no Brasil. O despacho foi assinado em 17 de julho de 2026 e publicado no Diário Oficial da União em 20 de julho de 2026.

O Cade investiga Firmenich, Givaudan e IFF por suposta troca de informações concorrenciais sensíveis. Seis executivos são alvo. Empresas podem pagar multas de 0,1% a 20% do faturamento; pessoas físicas, de R$ 50 mil a R$ 2 bilhões.

Quem são os investigados no processo do Cade?

Três empresas e seis pessoas físicas, entre dirigentes e ex-dirigentes, são alvo da investigação. A apuração verifica se os envolvidos teriam estabelecido acordos para troca de informações concorrencialmente sensíveis entre companhias rivais. As companhias investigadas são Firmenich International, Givaudan Fragrances Corporation e International Flavors & Fragrances Inc. As pessoas físicas são Andy Crossman, Christophe de Villeplee, David Ellison, John Fox, Maurizio Volpi e Nathan Angel.

O que acontece agora com os representados?

Com a instauração, todos os representados serão notificados para apresentar defesa em 30 dias, período em que também deverão especificar as provas que pretendem produzir. Caso tenham interesse em prova testemunhal, precisarão indicar até três testemunhas na peça de defesa. Concluída a instrução, o Cade emitirá parecer pela condenação ou pelo arquivamento do caso. A decisão final caberá ao Tribunal do Cade.

Quais as penalidades em caso de condenação?

Em caso de condenação, as empresas ficam sujeitas a multas administrativas entre 0,1% e 20% dos respectivos faturamentos, além de eventuais penalidades acessórias. Já os dirigentes e ex-dirigentes envolvidos podem ser multados em valores entre R$ 50.000 e R$ 2 bilhões. As signatárias do Acordo de Leniência terão imunidade total quanto a multas. A punibilidade pelos crimes relacionados à ordem econômica também será extinta, desde que o Tribunal do Cade confirme, ao final do processo, o cumprimento integral das obrigações previstas no acordo.

Como as empresas investigadas se manifestaram?

O Poder360 procurou as três empresas pelos e-mails disponibilizados nos sites oficiais. Não houve resposta até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada. O jornal digital também tentou entrar em contato com Andy Crossman, Christophe de Villeplee, David Ellison, John Fox, Maurizio Volpi e Nathan Angel, mas não teve sucesso em encontrar um telefone ou e-mail válido para informar sobre o conteúdo desta reportagem. O jornal digital seguirá tentando fazer contato.

O que caracteriza conduta anticompetitiva no setor de fragrâncias?

A troca de informações concorrencialmente sensíveis entre rivais é uma prática que pode distorcer a concorrência. No caso das fragrâncias, o Cade apura se houve acordos para compartilhar dados estratégicos, como preços, clientes ou planos de mercado. Essa conduta é proibida pela legislação brasileira e pode gerar sanções severas.

Qual o impacto da investigação no mercado brasileiro?

Embora o processo tenha origem internacional, o despacho foi publicado no Diário Oficial da União, indicando reflexos diretos no Brasil. As empresas investigadas atuam globalmente e fornecem insumos para perfumes, cosméticos e produtos de limpeza no país. Uma eventual condenação pode afetar contratos e preços no mercado nacional.

Como funciona o Acordo de Leniência no Cade?

O Acordo de Leniência é um instrumento que concede imunidade total quanto a multas para a primeira empresa ou pessoa que colaborar com a investigação, desde que confesse a infração e forneça provas. A punibilidade pelos crimes relacionados à ordem econômica também é extinta, desde que o Tribunal do Cade confirme o cumprimento integral das obrigações previstas no acordo.

Perguntas Frequentes

O que o Cade está investigando no setor de fragrâncias?

O Cade investiga Firmenich, Givaudan e IFF por suposta troca de informações concorrenciais sensíveis, com reflexos no Brasil.

Quem são os executivos investigados?

Andy Crossman, Christophe de Villeplee, David Ellison, John Fox, Maurizio Volpi e Nathan Angel são os seis executivos alvo da investigação.

Qual o prazo para defesa dos investigados?

Todos os representados têm 30 dias para apresentar defesa e especificar as provas que pretendem produzir.

Quais as multas possíveis para as empresas?

As empresas podem ser multadas entre 0,1% e 20% do faturamento, além de penalidades acessórias.

Qual o valor da multa para pessoas físicas?

Dirigentes e ex-dirigentes podem ser multados em valores entre R$ 50.000 e R$ 2 bilhões.

O que é o Acordo de Leniência no caso?

As signatárias do acordo terão imunidade total quanto a multas, desde que cumpram integralmente as obrigações previstas.

entenda como funciona o processo administrativo do Cade saiba mais sobre o Acordo de Leniência em investigações antitruste

Igor Bastos

Editoria Destaques

Igor Bastos cobre o setor de meios de pagamento e crédito no Blog Sem Juízo. Análises técnicas, sem viés comercial.