Senta que lá vem história. No clássico contra o Santos, no último domingo (30), um menino chamado Pedro Mello estava na primeira fileira da Neo Química Arena com um cartaz pedindo a camisa de Neymar. O ídolo viu, entregou o presente e seguiu para o vestiário. A criança chorou de emoção. Mas a cena que era pra ser linda virou um sufoco: a família passou a ser alvo de xingamentos de outros torcedores e se sentiu ameaçada.
Neste sábado (5), o Corinthians divulgou comunicado informando que seis torcedores foram proibidos preventivamente de entrar no estádio. A Delegacia de Polícia de Repressão e Análise aos Delitos de Intolerância Esportiva (Drade) usou imagens das câmeras de segurança e gravações feitas por jornalistas para identificar os envolvidos. Eles responderão pelo crime de provocação de tumulto e podem ficar até três anos sem frequentar jogos do Corinthians.
A situação foi tão séria que o garoto e os familiares precisaram ser escoltados por policiais e seguranças. Pra evitar confronto, a família deixou a arena pelo gramado, acompanhada pelos agentes. Como os clássicos paulistas têm torcida única, só corintianos estavam nas arquibancadas, o que reforça o mal-estar entre os próprios torcedores do clube.
A internet não perdoa, mas a gente ri junto: o desfecho, pelo menos, mostra que o clube agiu rápido. A punição preventiva é uma resposta direta a quem transformou um gesto de carinho em motivo de hostilidade. Fica o alerta: em estádio, o que vale é a festa, não o ódio. E o Pedro, esse saiu com a camisa do ídolo e uma história pra contar.