Todo ano é a mesma cena: o celular avisa que hoje é o Dia do Cliente e a gente descobre que nem sabia que existia essa data. Pois ela existe, cai em 15 de setembro e, segundo a CNN Brasil, virou uma janela real para pequenas e médias empresas aumentarem vendas, estreitarem o relacionamento com o público e conquistarem novos consumidores.
O Dia do Cliente, em 15 de setembro, pode impulsionar vendas de PMEs com ações de baixo custo: condições especiais, brindes, atendimento personalizado e comunicação nas redes. O ideal é planejar antes, alinhar a oferta ao perfil do público e preparar estoque, caixa e pós-venda para não perder eficiência.
O que a data pede, dizem os especialistas ouvidos pela reportagem, não é desconto heroico. É reconhecimento. Vanessa Soki, head de capacitação do Fundo de Impacto Estímulo, resume bem: "O Dia do Cliente é uma ocasião para transformar uma venda pontual em relacionamento duradouro. Quando a empresa demonstra que conhece e valoriza seu público, aumenta as chances de fidelização e recomendação".
Fábio Gallo, COO da Olist, ecossistema de soluções para PMEs, puxa a orelha de quem acha que basta anunciar promoção. "Datas comemorativas podem gerar picos de demanda, mas o aumento das vendas precisa vir acompanhado de uma operação preparada", afirma. Segundo ele, é preciso olhar toda a jornada, da definição da oferta ao pós-venda.
Na prática, a lista de atenção começa antes do anúncio. Entender o perfil do público e o histórico de vendas ajuda a montar ofertas mais direcionadas. "Uma promoção mais assertiva não necessariamente é aquela que oferece o maior desconto, mas a que conversa com aquilo que o consumidor realmente procura", explica Gallo.
Depois vêm estoque e caixa. A PME precisa checar se a quantidade disponível atende à demanda e considerar o tempo de reposição, porque falta de produto é venda perdida e experiência ruim. Na conta do desconto entram taxas dos canais de venda, meios de pagamento, logística e divulgação. "Aumentar o faturamento não significa necessariamente aumentar a rentabilidade", lembra o COO da Olist.
Pagamento, separação, embalagem, expedição, logística e atendimento também precisam estar prontos para absorver o movimento. Vale revisar meios de pagamento como Pix e cartão, testar o checkout no celular e comunicar prazos de entrega com clareza. Para quem já comprou, ações específicas com benefícios e recomendações podem estimular a recorrência. Depois da data, indicadores como faturamento, número de pedidos, ticket médio, margem e novos clientes ajudam a entender o que funcionou.
No fim, é aquela história: a tecnologia promete agilidade, mas quem atende no balcão é que segura a onda. A data passa, o aprendizado fica, e a gente segue tentando transformar um clique em conversa.