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Eduardo Bolsonaro diz que demissão da PF depende de 'canetada' de ministro de Lula

ResumoEduardo Bolsonaro afirmou que a demissão de agentes da Polícia Federal depende de uma 'canetada' do ministro da Justiça Wellington César Lima e Silva. O ex-deputado reagiu à recomendação de demissão na terça-feira (21), declarando que a decisão final terá influência política e depende de 'um chamego' do ministro de Lula.

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro reagiu à recomendação de demissão da Polícia Federal na terça-feira (21). Ele afirmou que a decisão final, que cabe ao ministro da Justiça Wellington César Lima e Silva, terá influência política e depende de 'um chamego' do ministro de Lula.

Tomás Wenzel
Eduardo Bolsonaro diz que demissão da PF depende de 'canetada' de ministro de Lula

Eduardo Bolsonaro diz que demissão da PF depende de 'canetada' de ministro de Lula — Foto: Reprodução / Blog Sem Juízo

Quem nunca passou pela sensação de que uma decisão importante vai depender mais de quem você conhece do que dos fatos? Pois foi exatamente isso que Eduardo Bolsonaro (PL-SP) sugeriu ao reagir à recomendação de demissão da Polícia Federal (PF) na terça-feira (21).

O ex-deputado federal afirmou que a decisão final sobre seu futuro na corporação cabe ao ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, e que ela terá influência política. "Depende de um chamego do ministro da Justiça do Lula", disse ele ao Metrópoles, completando que não acha que o ministro "vai aliviar" para ele, pois, se não o demitir, "quem vai ser demitido é ele".

A Polícia Federal decidiu pedir a demissão de Eduardo Bolsonaro após concluir o processo administrativo contra ele por abandono de cargo. O relatório foi enviado ao ministro da Justiça. O ex-deputado é servidor da corporação como escrivão desde 2010.

Como foi parar nessa situação?

Eduardo foi para os Estados Unidos em fevereiro de 2025, alegando perseguição do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele também já disse que não voltará ao Brasil caso o irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), perca as eleições presidenciais.

Vale citar que, em novembro passado, o filho de Jair Bolsonaro (PL) também perdeu o cargo de deputado por acúmulo de faltas. Com a cassação, ele deveria voltar ao cargo na PF. Como não o fez, foi aberto um procedimento disciplinar. Já em fevereiro deste ano, a Corregedoria Regional da Polícia Federal no Rio de Janeiro o afastou preventivamente.

O que diz a lei?

O processo administrativo por abandono de cargo pode resultar em demissão, mas a palavra final é do ministro da Justiça. No caso, Wellington César Lima e Silva terá que decidir se acata ou não a recomendação da PF.

Perguntas Frequentes

Quem decide a demissão de Eduardo Bolsonaro da PF?

A decisão final cabe ao ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva.

Por que a PF pediu a demissão dele?

Após concluir processo administrativo por abandono de cargo, a corporação enviou relatório recomendando a demissão ao ministro.

Eduardo Bolsonaro é servidor da PF há quanto tempo?

Ele é servidor da corporação como escrivão desde 2010.

O que aconteceu com o mandato de deputado dele?

Em novembro passado, ele perdeu o cargo de deputado por acúmulo de faltas.

Ele está nos Estados Unidos desde quando?

Desde fevereiro de 2025, alegando perseguição do STF.

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Tomás Wenzel

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Tomás Wenzel cobre o setor de meios de pagamento e crédito no Blog Sem Juízo. Análises técnicas, sem viés comercial.