EUA retomam bombardeios no Irã: a guerra que não quer parar
Os Estados Unidos voltaram a bombardear o Irã. Na madrugada desta quinta-feira (30), as Forças Armadas americanas atingiram dezenas de alvos da Guarda Revolucionária Islâmica, incluindo centros de comando militar e instalações de drones. A operação durou duas horas. Foi a resposta direta a Teerã, que disparou mísseis balísticos contra forças americanas no Oriente Médio.
O CENTCOM (Comando Central dos EUA) soltou um comunicado seco: "Os ataques visavam diminuir ainda mais as ameaças representadas pelo Irã e seus aliados às forças americanas, à navegação comercial e aos países vizinhos do Golfo". Traduzindo: a coisa está escalando, e o Pentágono não está com paciência.
O que mudou? A guerra saiu do controle
A guerra começou em fevereiro, quando EUA e Israel lançaram uma campanha de bombardeio no Irã que, segundo Trump, duraria "apenas algumas semanas". Um cessar-fogo temporário firmado em junho fracassou. Agora, o conflito se expandiu para fora das fronteiras iranianas.
Jordânia na mira
As Forças Armadas da Jordânia informaram que frustraram uma tentativa iraniana de atingir o reino, interceptando cinco mísseis. O Irã confirmou ter disparado mísseis balísticos contra tropas americanas na Jordânia. O CENTCOM afirmou que todos os mísseis foram interceptados. As bases americanas por lá viraram alvo prioritário.
Iraque: ataque conjunto EUA-Arábia Saudita
Na quarta-feira, forças americanas e sauditas lançaram ataques contra grupos alinhados ao Irã no leste do Iraque. Foi retaliação a drones contra alvos petrolíferos sauditas lançados do Iraque. E, pela primeira vez, Riad se juntou publicamente a ataques ao lado de Washington. É um marco.
Egito: drone no porto de Damietta
No Egito, um drone atingiu um navio-tanque de armazenamento de gás de propriedade americana no porto de Damietta, no Mediterrâneo. A empresa britânica de segurança marítima Ambrey confirmou. O Ministério do Petróleo do Egito confirmou um incêndio no porto, mas não mencionou ataque com drone. Quem foi? Não ficou claro.
Estreito de Ormuz: o calcanhar de Aquiles
O estreito virou o principal obstáculo nas negociações de paz. Antes da guerra, ele transportava um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo. O Irã afirma que controla a via. Na quarta-feira (29), disse que atacou três petroleiros que tentavam transitar por rota não autorizada.
Omã apresentou ao Irã um plano apoiado pelos países do Golfo para administrar o estreito, incluindo cobrança de taxas voluntárias pelo uso. O Irã rejeitou a proposta omanita. Fim de papo.
E agora?
Trump disse que puniria o Irã severamente, mas que Washington continua buscando um acordo de paz. Enquanto isso, a mídia estatal iraniana noticiou que três pessoas morreram em ataques americanos na ilha de Qeshm. A guerra que era para durar semanas já virou um rolo compressor regional.
escalada militar no Oriente Médio impacto do bloqueio do Estreito de Ormuz no mercado de petróleo
Perguntas Frequentes
Por que os EUA retomaram bombardeios no Irã?
Os EUA bombardearam o Irã em resposta ao disparo de mísseis balísticos iranianos contra forças americanas na Jordânia. A operação durou duas horas e atingiu dezenas de alvos da Guarda Revolucionária Islâmica.
Quais países foram arrastados para o conflito?
Além do Irã, a guerra se expandiu para Jordânia (que interceptou mísseis), Iraque (ataques conjuntos EUA-Arábia Saudita) e Egito (drone no porto de Damietta). Houthis no Iêmen declararam bloqueio naval à Arábia Saudita.
O que é o Estreito de Ormuz e por que é importante?
É a via navegável entre Omã e Irã que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã. Antes da guerra, transportava um quinto do petróleo e gás natural do mundo. O Irã afirma controlá-lo.
O Irã aceitou a proposta de Omã para o estreito?
Não. Omã apresentou um plano para administrar o estreito com taxas voluntárias, apoiado pelos países do Golfo. O Irã rejeitou a proposta.
Quantas pessoas morreram nos bombardeios?
A mídia estatal iraniana noticiou que três pessoas morreram em ataques americanos na ilha de Qeshm.