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Exportações de café recuam 16% com EUA fora da liderança pós-tarifaço

ResumoAs exportações de café brasileiro recuaram 16% em 2025, com os Estados Unidos perdendo a liderança como maior comprador. Dados do Cecafé indicam que a Europa assumiu o posto principal, impulsionada pelo tarifaço de Trump, que redesenhou o mercado global. A virada afeta diretamente o café brasileiro, exigindo adaptação logística e comercial.

As exportações de café recuaram 16% em 2025, com os EUA perdendo o posto de maior comprador. Dados do Cecafé mostram que a Europa assumiu a liderança, enquanto o tarifaço de Trump redesenhou o mercado global. Saiba como essa virada afeta o café brasileiro.

Babi Cordeiro
Exportações de café recuam 16% com EUA fora da liderança pós-tarifaço

Exportações de café recuam 16% com EUA fora da liderança pós-tarifaço — Foto: Reprodução / Blog Sem Juízo

Exportações de café recuam 16% com EUA fora da liderança pós-tarifaço

Senta que lá vem história: as exportações de café do Brasil recuaram 16% em 2025, e os Estados Unidos, que sempre foram o maior comprador, perderam o trono. As exportações de café recuaram 16% com EUA fora da liderança pós-tarifaço, e quem assumiu o posto foi a Europa, segundo dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). Foram 39,6 milhões de sacas de 60 kg embarcadas no ano passado, contra 47,1 milhões em 2024.

As exportações de café recuaram 16% em 2025, totalizando 39,6 milhões de sacas, com os EUA caindo para segundo lugar. A Europa, liderada por Alemanha e Bélgica, assumiu a ponta, impulsionada por um dólar forte e pelo tarifaço de Trump, que encareceu o produto no mercado americano. A virada é histórica e mexe com o bolso de produtores e investidores.

Por que as exportações de café caíram 16%?

A queda de 16% nas exportações de café em 2025 não foi um susto à toa. O principal motor foi o tarifaço de Trump, que em abril de 2025 impôs uma tarifa de 10% sobre produtos brasileiros, incluindo o café. Isso fez o preço do café verde subir 12% nos EUA em relação a 2024, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC). O consumidor americano, com o bolso apertado, reduziu a demanda.

Além disso, o dólar subiu 8% frente ao real em 2025, segundo o Banco Central. Isso encareceu o café brasileiro para compradores internacionais, mas também tornou o produto mais competitivo em mercados que usam outras moedas. A Europa, com o euro mais forte, se beneficiou.

O papel do tarifaço de Trump

O tarifaço de Trump foi o estopim. Em abril de 2025, a tarifa de 10% sobre o café brasileiro fez os importadores americanos buscarem alternativas, como café do Vietnã e da Colômbia. As exportações para os EUA caíram 22%, passando de 7,8 milhões para 6,1 milhões de sacas. Foi o tombo mais forte desde 2020.

Nós, brasileiros, sentimos na pele: o café é o segundo produto mais exportado pelo agronegócio, atrás da soja. E perder o maior cliente nunca é fácil. Mas a história não termina aí.

Quem assumiu a liderança nas compras de café?

A Europa entrou em cena como a nova protagonista. A Alemanha, maior portão de entrada do café na Europa, aumentou suas importações em 15%, para 5,2 milhões de sacas. A Bélgica, outro hub, subiu 12%. Juntas, Alemanha e Bélgica representam 40% das exportações totais de café do Brasil.

A virada é curiosa: enquanto os EUA recuaram, a Europa aproveitou o dólar mais fraco em relação ao euro e a demanda aquecida por cafés especiais. O café arábica, mais valorizado, liderou as vendas para o velho continente.

O café arábica e o robusta na balança

O café arábica respondeu por 75% das exportações em 2025, com 29,7 milhões de sacas, uma queda de 14% em relação a 2024. Já o robusta caiu 20%, para 9,9 milhões de sacas. A diferença reflete o mercado: o arábica, mais caro, sofreu menos com o tarifaço, enquanto o robusta, usado em blends e cápsulas, foi mais afetado pela queda da demanda americana.

Como o mercado global de café se reconfigurou?

O cenário global virou um jogo de xadrez. Com os EUA fora da liderança, a Europa assumiu, mas a Ásia também cresceu. O Japão aumentou as importações em 8%, e a China, em 5%, segundo a Organização Internacional do Café (OIC). O café brasileiro está mais presente em xícaras asiáticas, um movimento que começou antes do tarifaço e se acelerou.

A alta do dólar também ajudou o Brasil a ganhar mercado em países que usam moedas fortes, como a Suíça, que aumentou as compras em 10%. Para quem faz café há anos, essa diversificação é um alívio: depender menos dos EUA reduz riscos.

O que esperar para 2026?

As projeções do Cecafé indicam que as exportações podem se estabilizar em 2026, com uma leve recuperação de 3% a 5%, se o tarifaço não aumentar. Mas o mercado de café segue volátil. O clima, com secas em Minas Gerais, pode reduzir a safra de 2026 em até 10%, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Ou seja, a oferta pode cair, e os preços, subir.

Nós, brasileiros, temos um trunfo: a qualidade do café. O Brasil é o maior produtor mundial, com 40% do mercado. Mesmo com a queda, o café brasileiro continua sendo referência em sabor e consistência.

Perguntas Frequentes

Por que as exportações de café caíram 16%?

A queda de 16% nas exportações de café em 2025 foi causada pelo tarifaço de Trump, que impôs tarifas de 10% sobre o café brasileiro, e pela alta do dólar, que encareceu o produto para compradores internacionais. Os EUA reduziram as compras em 22%.

Quem é o maior comprador de café do Brasil agora?

A Europa, liderada por Alemanha e Bélgica, assumiu a liderança nas compras de café do Brasil em 2025, com 40% das exportações totais. Os EUA caíram para segundo lugar.

O tarifaço de Trump ainda está valendo?

Sim, o tarifaço de 10% sobre o café brasileiro, anunciado em abril de 2025, continua em vigor. Não há previsão de mudança, mas o governo brasileiro negocia acordos comerciais.

O café brasileiro está mais caro no exterior?

Sim, o café brasileiro ficou 12% mais caro nos EUA em 2025, segundo a ABIC, devido ao tarifaço e à alta do dólar. Na Europa, o preço subiu menos, por causa do euro forte.

Como o café arábica se saiu na crise?

O café arábica caiu 14% nas exportações, menos que o robusta (20%). Isso porque o arábica, mais valorizado, tem mercado cativo na Europa e Ásia, que continuou comprando.

O que esperar do mercado de café em 2026?

O Cecafé projeta estabilização com leve recuperação de 3% a 5%, mas a safra pode cair por causa de secas. Os preços devem subir, beneficiando produtores que conseguirem manter a qualidade.

Babi Cordeiro

Editoria Destaques

Babi Cordeiro cobre o setor de meios de pagamento e crédito no Blog Sem Juízo. Análises técnicas, sem viés comercial.