O indicado à embaixada dos EUA no Brasil quer exportar mais etanol. A declaração, feita durante sabatina no Senado americano, sinaliza uma mudança na política comercial bilateral. Se aprovado, o novo embaixador terá como meta ampliar o mercado para o etanol brasileiro, que hoje enfrenta barreiras tarifárias nos Estados Unidos.
A exportação de etanol do Brasil para os EUA pode crescer com a nova indicação. Segundo dados do Ministério da Economia, o Brasil exportou cerca de 2,5 bilhões de litros de etanol em 2025, sendo os EUA o terceiro maior comprador, atrás da União Europeia e da Coreia do Sul. A proposta do embaixador indicado é reduzir as tarifas de importação americanas, que hoje chegam a 54 centavos de dólar por galão.
O setor sucroenergético brasileiro reage com otimismo. A União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA) estima que uma redução tarifária pode aumentar as exportações em até 30% nos próximos dois anos. O Brasil, maior produtor mundial de cana-de-açúcar, tem capacidade instalada ociosa de 15% nas usinas, segundo a UNICA.
O contexto das relações Brasil-EUA
As relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos no setor de biocombustíveis têm histórico de altos e baixos. Em 2011, o Brasil exportou 1,8 bilhão de litros de etanol para os EUA, mas o volume caiu para 800 milhões em 2020 após a imposição de tarifas. Agora, com a nova indicação, o cenário pode se reverter.
A matriz energética brasileira já conta com 20% de etanol nos combustíveis, segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP). O país produz etanol de cana, que tem pegada de carbono 60% menor que a gasolina, segundo a UNICA.
Impactos no setor sucroenergético
Para o produtor brasileiro, a abertura do mercado americano significa mais competitividade. O custo de produção do etanol de cana no Brasil é de R$ 1,20 por litro, contra R$ 1,80 do etanol de milho americano, segundo a UNICA. A diferença de preço pode ser decisiva.
As usinas brasileiras já operam com capacidade média de 85%, mas podem aumentar a produção em 15% sem novos investimentos, segundo a UNICA. Se a demanda americana se confirmar, o setor pode gerar 50 mil novos empregos diretos nos próximos três anos empregos no setor sucroenergético.
Barreiras e desafios
Apesar do otimismo, há obstáculos. A tarifa americana de 54 centavos por galão é uma barreira significativa. Além disso, o Brasil precisa cumprir exigências ambientais e trabalhistas para acessar o mercado americano, como a certificação de baixo carbono.
O governo brasileiro, por meio do Ministério das Relações Exteriores, já iniciou negociações técnicas para alinhar padrões de sustentabilidade. A expectativa é que o acordo seja fechado em até 18 meses.
O que esperar da nova política
Se aprovado, o novo embaixador terá mandato para promover o etanol brasileiro como alternativa energética limpa. A medida pode fortalecer a aliança bilateral e reduzir a dependência americana de petróleo estrangeiro.
Para o Brasil, a exportação de etanol pode gerar US$ 2 bilhões adicionais por ano, segundo estimativas do Ministério da Economia. O valor representa 10% do superávit comercial brasileiro com os EUA.
Perguntas Frequentes
O que o indicado à embaixada dos EUA no Brasil disse sobre etanol?
Ele afirmou que quer expandir as exportações de etanol brasileiro para os Estados Unidos, reduzindo barreiras tarifárias.
Quanto o Brasil exporta de etanol para os EUA?
Em 2025, o Brasil exportou cerca de 2,5 bilhões de litros de etanol, sendo os EUA o terceiro maior comprador.
Quais os benefícios para o setor sucroenergético?
A abertura do mercado americano pode aumentar as exportações em 30% e gerar 50 mil novos empregos diretos.
Quais os principais desafios?
A tarifa americana de 54 centavos por galão e as exigências ambientais e trabalhistas.
Quando o acordo pode ser fechado?
O governo brasileiro estima que as negociações técnicas sejam concluídas em até 18 meses.