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MJ assina acordo com Google para limitar anúncios de serviços financeiros

ResumoO Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJ) firmou acordo com o Google em junho de 2026 para restringir anúncios de serviços financeiros na plataforma. A iniciativa visa coibir fraudes e proteger consumidores de ofertas enganosas de crédito e investimento, estabelecendo limites na veiculação desses conteúdos.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJ) assinou um acordo com o Google para limitar a veiculação de anúncios de serviços financeiros na plataforma. A medida, anunciada em junho de 2026, busca coibir fraudes e proteger consumidores de ofertas enganosas de crédito e invest

Babi Cordeiro
MJ assina acordo com Google para limitar anúncios de serviços financeiros

MJ assina acordo com Google para limitar anúncios de serviços financeiros — Foto: Reprodução / Blog Sem Juízo

O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJ) assinou um acordo com o Google para limitar a veiculação de anúncios de serviços financeiros na plataforma. A medida, anunciada em junho de 2026, busca coibir fraudes e proteger consumidores de ofertas enganosas de crédito e investimento.

O acordo exige que anunciantes de serviços financeiros comprovem registro em órgãos reguladores, como o Banco Central, antes de veicular anúncios no Google. A regra vale para produtos como crédito consignado, empréstimos pessoais, cartões de crédito e investimentos. Segundo o Ministério da Justiça, a parceria visa "fortalecer a proteção do consumidor no ambiente digital".

Como funciona o bloqueio de anúncios financeiros?

O Google implementará um sistema de verificação prévia para anunciantes do setor financeiro. Empresas que não apresentarem comprovante de autorização do Banco Central ou de outra entidade reguladora terão seus anúncios rejeitados. A plataforma também prometeu remover anúncios de serviços financeiros não autorizados em até 24 horas após notificação do MJ.

A medida não se aplica a anúncios institucionais de bancos e financeiras regulamentadas, mas cobre ofertas de crédito de fintechs, correspondentes bancários e plataformas de investimento. O descumprimento pode levar à suspensão da conta do anunciante.

Por que o Ministério da Justiça agiu agora?

O aumento de golpes financeiros online motivou a ação. Dados da Senacon indicam que, em 2025, as reclamações sobre fraudes em anúncios de crédito cresceram 40% em relação ao ano anterior. O acordo com o Google é parte de uma estratégia mais ampla do MJ para regular a publicidade digital de serviços financeiros.

A iniciativa também se alinha a esforços internacionais. Em 2025, a Federal Trade Commission (FTC) dos EUA já havia multado o Google em US$ 20 milhões por permitir anúncios de serviços financeiros fraudulentos. O Brasil segue caminho semelhante, mas com foco em prevenção.

Quem será afetado pelo acordo?

Anunciantes de crédito consignado, empréstimos com antecipação do FGTS, cartões de crédito consignado e investimentos de alto risco serão os principais afetados. Pequenas fintechs e correspondentes bancários sem registro no Banco Central terão dificuldade para anunciar. Já instituições financeiras tradicionais, como bancos e corretoras regulamentadas, não sofrerão impacto significativo.

O consumidor, por sua vez, ganha mais segurança. Anúncios de "crédito fácil" ou "renda extra" sem lastro regulatório tendem a desaparecer. O MJ estima que a medida pode reduzir em até 60% os golpes financeiros originados em anúncios online.

Como o Google vai fiscalizar?

O Google usará inteligência artificial e revisão humana para verificar a documentação dos anunciantes. A empresa também criará um canal direto com o MJ para denúncias de anúncios suspeitos. A plataforma prometeu transparência: publicará relatórios trimestrais sobre o número de anúncios rejeitados e contas suspensas.

O que dizem as entidades de defesa do consumidor?

O Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) elogiou a medida, mas pediu que outros mecanismos de busca e redes sociais adotem regras semelhantes Idec e regulação de anúncios financeiros. A associação alerta que o acordo com o Google é apenas um primeiro passo.

FAQ

O acordo impede qualquer anúncio financeiro?

Não. Apenas anúncios de empresas não autorizadas por órgãos reguladores, como o Banco Central, serão bloqueados. Instituições financeiras regulamentadas continuam podendo anunciar.

Quando a medida começa a valer?

O acordo foi assinado em junho de 2026. O Google tem 90 dias para implementar o sistema de verificação, ou seja, a regra deve estar em vigor até setembro de 2026.

O que acontece se um anúncio proibido aparecer?

O consumidor pode denunciar pelo canal de atendimento do Google ou diretamente ao Ministério da Justiça. O Google se comprometeu a remover o anúncio em até 24 horas.

A medida vale para todos os serviços financeiros?

Sim, para crédito, investimento, seguros e câmbio. Anúncios de instituições regulamentadas pelo Banco Central, SUSEP ou CVM estão liberados.

Outras plataformas adotarão regras semelhantes?

O MJ negocia acordos semelhantes com Meta (Facebook e Instagram) e TikTok. Até o momento, não há confirmação oficial.

Babi Cordeiro

Editoria Destaques

Babi Cordeiro cobre o setor de meios de pagamento e crédito no Blog Sem Juízo. Análises técnicas, sem viés comercial.