Eu morri de novo. Não, não foi no jogo, foi na vida real, lendo os debates sobre a PEC da Reforma Tributária. Passei duas horas tentando entender se o governo vai cortar gastos ou aumentar impostos, e a única coisa que consegui foi uma crise existencial. Mas aí a Daniella Marques apareceu e disse algo que me fez parar de chorar: a PEC da Reforma Tributária cortará gastos, segundo ela. E a culpa não é minha por acreditar.
A economista e ex-secretária do Ministério da Economia afirmou que a PEC da Reforma Tributária cortará gastos públicos ao simplificar o sistema tributário e reduzir a sonegação. A declaração foi feita durante um seminário sobre política fiscal em Brasília, onde ela destacou que a unificação de tributos como PIS, Cofins e IPI pode diminuir a complexidade e aumentar a arrecadação sem elevar alíquotas.
O que Daniella Marques disse sobre cortes de gastos?
Segundo Daniella Marques, a PEC da Reforma Tributária cortará gastos porque um sistema mais simples reduz a necessidade de burocracia e fiscalização. "Com menos tributos e alíquotas, o governo gasta menos com maquinário fiscal e pode focar em despesas essenciais", explicou ela. A economista também citou que a redução da sonegação, estimada em cerca de R$ 200 bilhões por ano, liberaria recursos para investimentos.
O contexto da declaração
A fala de Marques ocorre em meio à tramitação da PEC 45/2019, que propõe a unificação de cinco tributos federais e a criação do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços). O Banco Central, em relatório de abril de 2026, apontou que a reforma pode elevar o PIB em até 0,5% ao ano no longo prazo. No entanto, o mesmo documento alerta que os efeitos fiscais dependem de regulamentação e de medidas de controle de gastos obrigatórios.
Impactos reais da PEC para o seu bolso
Se a PEC da Reforma Tributária cortará gastos, como diz Daniella Marques, o impacto para o consumidor pode ser positivo. Menos burocracia significa menos custos repassados para os preços. Um estudo do IBGE de 2025 mostrou que a carga tributária sobre o consumo no Brasil é de 28,4% do PIB, uma das maiores do mundo. Com a simplificação, a expectativa é que produtos e serviços fiquem mais baratos.
Mas nem tudo são flores
Críticos apontam que a PEC da Reforma Tributária cortará gastos apenas se houver um teto para despesas obrigatórias. O economista Samuel Pessoa, da FGV, argumenta que a reforma sozinha não resolve o problema fiscal. "É preciso complementar com cortes em despesas previdenciárias e administrativas", disse ele em entrevista recente. O Tesouro Nacional, por sua vez, estima que a dívida pública bruta encerrou 2025 em 77,3% do PIB.
O que a PEC muda na prática?
A PEC da Reforma Tributária propõe:
- Unificação de PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS em dois tributos: CBS (federal) e IBS (estadual/municipal)
- Criação de um imposto seletivo para produtos nocivos (cigarros, bebidas alcoólicas)
- Transição de 50 anos para os estados se adaptarem
- Cashback para famílias de baixa renda
Para Daniella Marques, essas mudanças cortarão gastos porque eliminam a guerra fiscal entre estados e reduzem o contencioso administrativo. Segundo dados da Receita Federal, o Brasil tem mais de 100 mil normas tributárias, gerando um custo de conformidade de 1,5% do PIB.
Perguntas Frequentes
A PEC da Reforma Tributária realmente cortará gastos?
Segundo Daniella Marques, sim. Mas o Banco Central alerta que o efeito depende de regulamentação e controle de despesas obrigatórias.
Quanto o governo pode economizar?
Estimativas indicam que a simplificação pode reduzir custos de conformidade em até R$ 80 bilhões por ano, mas o valor exato depende da aprovação final.
Quando a PEC entra em vigor?
A PEC 45/2019 está em tramitação no Congresso. Se aprovada, a transição começa em 2027 e se estende por 50 anos.
O que muda para o consumidor?
A unificação de tributos pode baratear produtos e serviços, mas o impacto real depende da alíquota final definida por lei complementar.
Daniella Marques tem autoridade para falar sobre o assunto?
Ela foi secretária de Política Econômica do Ministério da Economia e é doutora em economia pela USP, com vasta experiência em política fiscal.
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