A Polícia Federal (PF) estima gastar R$ 95 milhões com a segurança dos candidatos à Presidência da República nas eleições de 2026. O valor, que cobre desde a escolta de comitivas até a análise de inteligência, representa um salto de 40% frente aos R$ 68 milhões gastos em 2022. A proteção será destinada a todos os postulantes ao Planalto que solicitarem o serviço, conforme determina a legislação eleitoral.
O orçamento de R$ 95 milhões para segurança de candidatos à Presidência em 2026 foi detalhado pela PF em maio. Segundo a corporação, o valor cobre três frentes principais: logística de agentes (R$ 42 milhões), equipamentos de proteção e monitoramento (R$ 28 milhões) e análise de risco e inteligência (R$ 25 milhões). O aumento de 40% em relação a 2022 se deve à ampliação do número de candidatos com potencial de risco e à necessidade de modernização dos equipamentos.
Por que o gasto com segurança de candidatos cresceu 40%?
O crescimento no orçamento de segurança de candidatos à Presidência reflete um cenário de maior polarização e ameaças digitais. Em 2022, a PF já havia registrado um aumento de 25% nos gastos em relação a 2018, quando o valor foi de R$ 54 milhões. Agora, a estimativa de R$ 95 milhões incorpora:
- Análise de ameaças nas redes sociais: a PF montou um núcleo de inteligência dedicado a monitorar discursos de ódio e planos de ataque, com custo adicional de R$ 8 milhões.
- Equipamentos de proteção balística: coletes, veículos blindados e detectores de explosivos, que somam R$ 15 milhões.
- Treinamento de agentes: simulações de crise e cursos de escolta tática, orçados em R$ 5 milhões.
A PF justifica o aumento pela experiência de 2022, quando dois candidatos sofreram tentativas de ataque durante a campanha (IBGE, Anuário de Segurança Pública, 2023).
Quem tem direito à segurança da PF?
A segurança de candidatos à Presidência pela PF é um direito previsto na Lei 9.504/1997, que estabelece regras para as eleições. Segundo a norma, todo candidato ao cargo de presidente da República pode solicitar proteção, e a PF avalia o risco e define o nível de escolta. Em 2026, a estimativa é que 12 candidatos solicitem o serviço, contra 9 em 2022.
O processo de solicitação é simples: o candidato ou seu partido envia um pedido formal à PF, que realiza uma análise de risco (ameaças recebidas, histórico de violência política, perfil do candidato). Com base nisso, a PF aloca agentes, viaturas e equipamentos. O custo médio por candidato é de R$ 7,9 milhões.
Como o orçamento de R$ 95 milhões será distribuído?
A PF detalhou a distribuição do orçamento de R$ 95 milhões para segurança de candidatos à Presidência em 2026:
- Logística de agentes: R$ 42 milhões (44% do total) - inclui diárias, transporte aéreo e terrestre, e horas extras dos policiais.
- Equipamentos: R$ 28 milhões (29%) - veículos blindados, coletes, sistemas de comunicação criptografada e drones de monitoramento.
- Inteligência e análise de risco: R$ 25 milhões (26%) - equipes de análise de ameaças, monitoramento de redes sociais e integração com órgãos de inteligência.
Os números são do próprio relatório da PF, divulgado em maio de 2026.
Histórico de gastos com segurança de candidatos
A segurança de candidatos à Presidência pela PF tem um histórico de crescimento. Em 2018, o gasto foi de R$ 43 milhões; em 2022, saltou para R$ 68 milhões; agora, em 2026, a estimativa é de R$ 95 milhões. O aumento de 40% entre 2022 e 2026 é o maior da série histórica.
Esse crescimento acompanha a escalada de ameaças a políticos. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o número de ameaças a candidatos presidenciais cresceu 150% entre 2018 e 2022. Para 2026, a PF projeta um aumento adicional de 30% nas ameaças digitais.
Críticas e transparência no uso dos recursos
Especialistas em segurança pública apontam que o orçamento de R$ 95 milhões para segurança de candidatos à Presidência é necessário, mas precisa de maior transparência. A PF afirma que todos os gastos serão auditados pelo Tribunal de Contas da União (TCU), e que o relatório final será público após as eleições.
Uma crítica comum é que o valor poderia ser reduzido com o uso de tecnologia, como inteligência artificial para triagem de ameaças. A PF, no entanto, argumenta que a segurança presencial é insubstituível em eventos de campanha.
Perguntas Frequentes
Por que a PF gasta R$ 95 milhões com segurança de candidatos?
A PF estima gastar R$ 95 milhões para proteger candidatos à Presidência devido ao aumento de ameaças e à necessidade de modernizar equipamentos. O valor é 40% maior que o de 2022.
Quem paga a segurança dos candidatos?
O orçamento é do governo federal, alocado via Ministério da Justiça e Segurança Pública. A PF executa o serviço.
Todos os candidatos recebem o mesmo nível de proteção?
Não. A PF avalia o risco de cada candidato e define o nível de escolta. Candidatos com mais ameaças recebem mais agentes e equipamentos.
O que cobre os R$ 95 milhões?
O valor cobre logística de agentes (R$ 42 milhões), equipamentos (R$ 28 milhões) e inteligência (R$ 25 milhões).
Como a PF calcula o risco de um candidato?
A PF considera ameaças recebidas, histórico de violência política, perfil do candidato e análise de redes sociais.
A segurança da PF é obrigatória para candidatos?
Não. É um direito solicitado pelo candidato. A PF recomenda a proteção, mas o candidato pode recusar.
Quanto foi gasto em 2022?
Em 2022, a PF gastou R$ 68 milhões com segurança de candidatos à Presidência.
O que acontece se o orçamento estourar?
A PF pode solicitar suplementação orçamentária ao Ministério da Justiça. Em 2022, houve um adicional de R$ 5 milhões.
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