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Professora é morta a tiros pelo ex-marido ao sair de igreja em Goiás

ResumoA professora morta a tiros pelo ex-marido ao sair de uma igreja em Bom Jesus de Goiás, em 20 de janeiro de 2025, foi vítima de feminicídio seguido de suicídio do agressor. O suspeito, que já respondia por ameaça e agressão, atirou contra a própria cabeça e morreu. O caso é investigado pela polícia.

Uma professora foi morta a tiros pelo ex-marido ao sair de uma igreja em Bom Jesus de Goiás. O crime ocorreu na noite de segunda-feira (20). O suspeito, que já respondia por ameaça e agressão, atirou contra a própria cabeça e morreu. O caso é investigado como feminicídio seguido

Tomás Wenzel
Professora é morta a tiros pelo ex-marido ao sair de igreja em Goiás

Professora é morta a tiros pelo ex-marido ao sair de igreja em Goiás — Foto: Reprodução / Blog Sem Juízo

O perrengue que virou tragédia

Eu já passei por aquela sensação de sair de um lugar e sentir um frio na espinha, achando que era só paranoia. Mas para Valdirene Vaz Clemente, de 42 anos, o medo era real. Na noite de segunda-feira (20), ela foi morta a tiros pelo ex-marido ao sair de uma igreja em Bom Jesus de Goiás, no sul do estado, segundo a Polícia Civil.

Uma professora foi morta a tiros pelo ex-marido ao sair de igreja em Goiás., Foto: Reprodução/Instagram de Daniela Bessa

O caso acende um alerta que vai além da notícia: se uma medida protetiva não foi suficiente para evitar o desfecho, o que isso diz sobre a segurança de quem denuncia? Vamos aos fatos.

O crime: três tiros e uma emboscada

Wanderlei Joaquim de Souza, de 45 anos, ex-marido de Valdirene, trabalhou em uma usina na região. Segundo o delegado responsável pelo caso, Nicolas Alvarenga de Oliveira Martins, o crime ocorreu próximo a um galpão onde era realizado um culto de um grupo da Igreja Católica.

Joaquim teria ficado escondido e surpreendeu Valdirene quando ela retornava para casa a pé. Ele efetuou pelo menos três disparos, que atingiram a vítima nas costas e na nuca. "A vítima foi atingida nas costas e na nuca, o que reforça a tese de que foi atacada sem chance de defesa. Testemunhas relataram ter ouvido ao menos três tiros. Inicialmente, pessoas que estavam no local confundiram o barulho com o som de uma motocicleta, mas logo perceberam a gravidade da situação", disse o delegado.

Após o crime, Wanderlei atirou contra a própria cabeça e morreu, de acordo com a polícia.

O histórico de violência que não parou

Valdirene foi casada por cerca de 20 anos com Wanderlei, com quem tinha filhos. Há cerca de um mês, ela o denunciou por ameaça e agressão, além de solicitar uma medida protetiva contra o ex-companheiro. O delegado informou que Valdirene já havia relatado um histórico de ameaças. Por isso, o suspeito já respondia a uma ação penal pelos crimes de ameaça e lesão corporal praticados contra a ex-companheira.

É como ter um alarme que dispara, mas ninguém chega a tempo. A medida protetiva estava lá, o processo corria, mas a proteção efetiva não acompanhou o papel.

O socorro que chegou tarde

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionado e encaminhou ambos ao hospital municipal. No entanto, as mortes da professora e do suspeito foram confirmadas logo após darem entrada na unidade de saúde. O caso é investigado como feminicídio seguido de suicídio, segundo a Polícia Civil.

O que isso significa para você

Se você está lendo e pensa "isso não me afeta", pense de novo. A cada 6 horas, uma mulher é vítima de feminicídio no Brasil. O caso de Valdirene não é isolado: ela fez a denúncia, pediu a medida protetiva, e ainda assim foi morta. A falha não está na vítima, mas no sistema que não consegue garantir que a proteção chegue antes do agressor.

Para quem vive uma situação parecida, o recado é: denuncie, sim, mas não confie apenas no papel. Busque redes de apoio, avise vizinhos, mude rotas. O perigo muitas vezes está onde a gente menos espera, como na saída de uma igreja, em uma noite que deveria ser de paz.

Perguntas Frequentes

O que é uma medida protetiva?

É uma ordem judicial que determina que o agressor mantenha distância da vítima, sob pena de prisão. No caso de Valdirene, ela havia solicitado a medida há cerca de um mês.

O ex-marido já respondia por algum crime antes do feminicídio?

Sim, segundo o delegado, Wanderlei já respondia a uma ação penal pelos crimes de ameaça e lesão corporal praticados contra a ex-companheira.

Onde ocorreu o crime?

Em Bom Jesus de Goiás, no sul do estado, próximo a um galpão onde era realizado um culto de um grupo da Igreja Católica.

Quantos tiros foram disparados?

Testemunhas relataram ter ouvido ao menos três tiros, que atingiram a vítima nas costas e na nuca.

O que aconteceu com o autor do crime?

Após atirar contra Valdirene, Wanderlei atirou contra a própria cabeça e morreu. O caso é investigado como feminicídio seguido de suicídio.

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Tomás Wenzel

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Tomás Wenzel cobre o setor de meios de pagamento e crédito no Blog Sem Juízo. Análises técnicas, sem viés comercial.