A equipe de segurança interceptou um suposto invasor na propriedade de Kamala Harris em Malibu na noite de sexta-feira (11), segundo o Departamento do Xerife do Condado de Los Angeles e um porta-voz da ex-vice-presidente. Harris e seu marido, Doug Emhoff, não estavam no local no momento do episódio.
A resposta direta: a segurança privada barrou o indivíduo antes que ele chegasse à residência. Policiais do gabinete do xerife atenderam a um chamado sobre uma pessoa em atitude suspeita por volta das 22h30 e fizeram contato com a equipe de segurança do local. O suspeito foi advertido e orientado a deixar a área, saindo voluntariamente e sem incidentes, segundo Julia Ann Tafoya, porta-voz do departamento. Uma ocorrência de invasão de propriedade foi registrada e as rondas serão intensificadas como precaução.
Eu li essa notícia e pensei: no Brasil, o invasor ainda ia pedir o Wi-Fi e reclamar do lag. Mas a história real é mais séria. Harris não conta com escolta do Serviço Secreto. O presidente Donald Trump revogou, no verão passado, a proteção concedida a ela, conforme noticiado anteriormente pela CNN. Ex-vice-presidentes têm direito a seis meses de proteção após deixar o cargo. A proteção de Harris havia sido prorrogada por mais um ano por diretriz do presidente Joe Biden, o que significa que teria expirado há cerca de dois meses caso Trump não a tivesse revogado.
O episódio ocorreu em meio a temores crescentes de violência política no país, marcado nos últimos anos por várias tentativas de assassinato contra Trump e pelo assassinato a tiros do ativista conservador Charlie Kirk.
Após a derrota para Trump, Harris indicou que tiraria um tempo para avaliar seus próximos passos, cogitando candidatar-se ao governo da Califórnia ou concorrer novamente à presidência em 2028. Mais tarde, descartou a candidatura ao governo estadual. Ela lançou um livro de memórias sobre a campanha no final de 2025 e realizou uma turnê de divulgação na sequência. Em abril, disse que está "pensando" em lançar uma nova candidatura à Casa Branca.
"Passei incontáveis horas no Salão Oval", disse ela na Convenção da National Action Network de 2026. "Sei em que consiste o cargo. E sei o que ele exige."
No fim, a segurança funcionou. O invasor foi embora sem incidentes. Harris não estava lá. E eu continuo aqui, morrendo de novo no jogo, porque no Brasil até o respawn é caro.