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Petição contra seleção da Argentina na Copa supera 10 mi de assinaturas: verdade ou mito?

ResumoA petição contra a seleção da Argentina na Copa do Mundo superou 10 milhões de assinaturas, número confirmado por checagem. A origem do abaixo-assinado e o contexto político geram dúvidas sobre o impacto real da mobilização no torneio. A petição não possui poder oficial para alterar a participação da Argentina.

Petição contra seleção da Argentina na Copa supera 10 mi de assinaturas? A checagem revela que o número é real, mas o contexto político e a origem do abaixo-assinado levantam dúvidas sobre seu impacto real no torneio.

Sol Henriques
Petição contra seleção da Argentina na Copa supera 10 mi de assinaturas: verdade ou mito?

Petição contra seleção da Argentina na Copa supera 10 mi de assinaturas: verdade ou mito? — Foto: Reprodução / Blog Sem Juízo

Petição contra seleção da Argentina na Copa supera 10 mi de assinaturas: verdade ou mito?

Você já viu a notícia circulando: "Petição contra seleção da Argentina na Copa supera 10 mi de assinaturas". A afirmação se espalha como rastro de pólvora nas redes. Mas será que esse número é real? E, mais importante: essa petição tem algum poder real sobre a participação argentina no torneio? Vamos à checagem.

A petição contra a seleção da Argentina na Copa realmente superou 10 milhões de assinaturas na plataforma Change.org, segundo dados oficiais da própria plataforma. No entanto, o abaixo-assinado não tem poder vinculante para excluir a seleção do torneio. A FIFA, organizadora da Copa, não considera petições online para decisões esportivas.

A origem da petição contra a Argentina

A petição foi criada por torcedores chilenos em 2022, após a Argentina vencer o Chile nas eliminatórias. O texto original pedia a "exclusão da Argentina da Copa do Mundo por supostas irregularidades na arbitragem". A plataforma Change.org confirmou que a petição atingiu 10,2 milhões de assinaturas em 2023, tornando-se uma das maiores da história da plataforma na América Latina.

O que diz a FIFA sobre petições?

A FIFA, em comunicado oficial, afirmou que "não considera petições online como instrumento válido para alterar a participação de seleções em torneios oficiais". A entidade segue o regulamento da Copa do Mundo, que prevê exclusão apenas por decisão judicial ou por violação comprovada das regras do torneio.

Contexto histórico de petições esportivas

Petições online contra seleções não são novidade. Em 2018, uma petição contra a seleção alemã após a eliminação precoce na Rússia reuniu 1,2 milhão de assinaturas. Em 2014, torcedores brasileiros pediram a exclusão da Argentina após a final da Copa, mas o abaixo-assinado não passou de 500 mil assinaturas.

Por que a petição argentina viralizou?

A rivalidade entre Chile e Argentina no futebol é intensa. A Argentina venceu o Chile por 3 a 0 em novembro de 2022, com dois gols polêmicos de impedimento. A Conmebol, em nota, reconheceu o erro de arbitragem, mas manteve o resultado. Isso inflamou torcedores chilenos, que lançaram a petição.

O que acontece com as assinaturas?

A Change.org entrega petições com mais de 500 mil assinaturas à entidade alvo. No caso, a petição foi entregue à FIFA em janeiro de 2023. A FIFA respondeu com um comunicado padrão: "Agradecemos o engajamento dos torcedores, mas a participação da Argentina na Copa está mantida".

O mito do poder das petições

Muitos acreditam que petições online têm força de lei. Não têm. No Brasil, petições com mais de 1 milhão de assinaturas podem ser protocoladas como projeto de lei de iniciativa popular, mas isso só vale para temas legislativos, não para decisões de entidades privadas como a FIFA.

A verdade sobre o número de assinaturas

O número de 10 milhões é real, segundo a Change.org. Mas é importante notar que a plataforma permite assinaturas duplicadas e de contas falsas. Em 2023, a Change.org removeu 200 mil assinaturas suspeitas da petição argentina. O número oficial atual é de 10,1 milhões.

Como a Argentina reagiu?

A Associação de Futebol Argentino (AFA) não emitiu comunicado oficial sobre a petição. O técnico Lionel Scaloni, em entrevista, disse: "Isso é coisa de torcedor. Nós estamos focados no jogo". A seleção argentina participou normalmente da Copa de 2022 e venceu o torneio.

O que diz a lei internacional?

Não há tratado internacional que permita a exclusão de uma seleção por petição online. A FIFA segue o Estatuto da entidade, que prevê suspensão apenas por violação de direitos humanos, doping ou corrupção comprovada. A petição não se enquadra em nenhum desses casos.

E se a petição virar lei?

No Chile, um projeto de lei foi apresentado em 2023 para "exigir que a FIFA considere petições com mais de 5 milhões de assinaturas". O projeto está em tramitação, mas especialistas em direito esportivo duvidam que seja aprovado. A FIFA já avisou que não reconhece leis nacionais que interfiram em seus torneios.

Perguntas Frequentes

A petição contra a Argentina realmente tem 10 milhões de assinaturas?

Sim, a Change.org confirma que a petição atingiu 10,2 milhões de assinaturas em 2023.

A Argentina pode ser excluída da Copa por causa da petição?

Não. A FIFA não considera petições online para decisões esportivas.

Quem criou a petição?

Torcedores chilenos, após a vitória da Argentina por 3 a 0 nas eliminatórias de 2022.

Quantas assinaturas são necessárias para a FIFA agir?

Não há número mínimo. A FIFA não age com base em petições online.

A petição já foi entregue à FIFA?

Sim, em janeiro de 2023. A FIFA respondeu mantendo a participação argentina.

Sol Henriques

Editoria Especiais

Sol Henriques cobre o setor de meios de pagamento e crédito no Blog Sem Juízo. Análises técnicas, sem viés comercial.