Fifa deve avaliar fim de pausas para hidratação após a Copa de 2026
A Fifa deve reavaliar as pausas para hidratação após a Copa de 2026. Arsène Wenger, chefe de desenvolvimento global da entidade, afirmou que a medida, adotada para proteger atletas, enfrentou críticas por interromper jogos e abrir espaço para publicidade. A decisão final será tomada após análise do impacto do torneio.
Por que a Fifa pode acabar com as pausas para hidratação?
Em 18 de julho de 2026, Arsène Wenger, chefe de desenvolvimento global de futebol da Fifa (Federação Internacional de Futebol), afirmou que a organização deve reavaliar se manterá as pausas para hidratação em futuras edições da Copa do Mundo. A medida foi criada para proteger o bem-estar dos atletas, mas não foi aceita de forma unânime.
Segundo Wenger, a Fifa precisa "analisar o impacto depois da Copa do Mundo". As pausas para hidratação acontecem na metade de cada tempo dos duelos, inclusive sob temperaturas amenas. "Em muitas partidas, especialmente em arenas cobertas, as pessoas não ficaram satisfeitas com isso, mas, antes de o torneio começar, foi decidido que a medida seria aplicada em todos os jogos", disse Wenger.
Entre as críticas mais comuns estava a de que a iniciativa era mais uma oportunidade de faturamento com publicidade.
O que são as pausas para hidratação na Copa?
As pausas para hidratação são intervalos curtos no meio de cada tempo de jogo, permitindo que os atletas se hidratem. Elas foram adotadas na Copa de 2026 como medida de proteção ao bem-estar dos jogadores, especialmente em condições de calor extremo. No entanto, a aplicação em todas as partidas, mesmo em arenas cobertas com temperatura controlada, gerou desconforto.
As críticas à medida e o papel da publicidade
A principal reclamação de torcedores e especialistas foi que a pausa quebrava o ritmo da partida. Além disso, muitos viram a interrupção como uma oportunidade extra para veicular publicidade, algo que já acontece em outros esportes. Wenger reconheceu que a medida não foi aceita de forma unânime.
"Em muitas partidas, especialmente em arenas cobertas, as pessoas não ficaram satisfeitas com isso", afirmou Wenger.
O que pode mudar nas próximas Copas?
A Fifa ainda não tomou uma decisão. Wenger deixou claro que a análise será feita depois da Copa de 2026. A entidade pode optar por:
- Manter as pausas apenas em jogos ao ar livre ou em regiões de calor intenso.
- Reduzir a duração das pausas.
- Eliminar completamente a medida.
A decisão dependerá dos dados coletados durante o torneio, especialmente sobre o bem-estar dos atletas e o impacto no fluxo dos jogos.
A ampliação para 48 seleções: decisão acertada?
Além das pausas, Wenger também defendeu a ampliação de 32 para 48 seleções na Copa de 2026. "Houve questionamentos antes de começar, mas vimos que era eticamente necessário dar uma chance a mais equipes. Tenho certeza de que foi a decisão certa", afirmou.
A mudança no formato gerou debates sobre a qualidade dos jogos e a logística, mas Wenger acredita que o saldo foi positivo.
Impacto no calendário do futebol
A reavaliação das pausas para hidratação pode influenciar outras competições organizadas pela Fifa, como a Copa do Mundo Feminina e torneios de base. Se a medida for eliminada, isso pode abrir precedente para que ligas nacionais também revisem suas regras de hidratação.
Perguntas Frequentes
A Fifa vai acabar com as pausas para hidratação em 2026?
Não imediatamente. A Fifa deve avaliar o impacto da medida após a Copa de 2026, segundo Arsène Wenger.
Por que as pausas para hidratação foram criticadas?
Porque interrompiam o jogo, inclusive em arenas cobertas com temperatura amena, e foram vistas como oportunidade para publicidade.
Quem decide o futuro das pausas para hidratação?
A Fifa, por meio de seu departamento de desenvolvimento global de futebol, liderado por Arsène Wenger.
As pausas para hidratação são obrigatórias em todos os jogos?
Sim, na Copa de 2026, a medida foi aplicada em todas as partidas, independentemente da temperatura.
A ampliação para 48 seleções foi um sucesso?
Segundo Wenger, sim. Ele afirmou que a decisão foi eticamente necessária e que o saldo foi positivo.