A Defensoria Pública do Estado de Goiás (DPE-GO) prorrogou até esta sexta-feira (24/07) as inscrições para o Dia D do programa Meu Pai Tem Nome. A iniciativa é voltada ao reconhecimento de paternidade e maternidade biológica, socioafetiva e post mortem. Quem perdeu o prazo anterior agora tem mais alguns dias para garantir vaga no mutirão.
As inscrições podem ser feitas presencialmente nas unidades da DPE-GO em Goiânia (Unidade Marista), Luziânia, Valparaíso de Goiás, Anápolis, Trindade, Aparecida de Goiânia, Inhumas e Águas Lindas de Goiás. Também é possível se inscrever pelo WhatsApp (62) 98330-0095 e pelo site da Instituição.
Como funciona o mutirão de reconhecimento de paternidade
O Dia D do programa Meu Pai Tem Nome ocorre em 1º de agosto nas unidades de Goiânia, Aparecida de Goiânia, Trindade, Inhumas, Luziânia, Valparaíso de Goiás e Águas Lindas de Goiás. Em Anápolis, o atendimento será realizado em 15 de agosto. A iniciativa busca assegurar o direito à identidade e ao pertencimento familiar, possibilitando o reconhecimento da filiação e o acesso aos direitos decorrentes desse vínculo.
A Defensoria recomenda que as famílias realizem a inscrição o quanto antes, permitindo a organização prévia dos procedimentos, inclusive a realização de exames de DNA quando necessários. Nos municípios onde haverá atendimento presencial, as equipes da Defensoria Pública realizarão audiências, mediações e outros atos necessários ao reconhecimento da filiação.
Sempre que houver consenso entre os envolvidos e estiverem presentes os requisitos legais, alguns procedimentos poderão ser homologados no próprio dia. Em outros casos, serão adotadas as providências necessárias para a conclusão do procedimento posteriormente. Nas demais regiões do Estado, o atendimento será realizado de forma virtual, por meio de mediações e atendimentos por videoconferência.
Serviços ampliados com parceria do Tribunal de Justiça
Neste ano, a parceria com o Tribunal de Justiça do Estado de Goiás permitirá ampliar os serviços oferecidos durante o Dia D. Além do reconhecimento da filiação, haverá emissão de segunda via de certidões e mediação de conflitos familiares envolvendo divórcio, dissolução de união estável, guarda, convivência familiar e alimentos. Isso significa que uma mesma ida ao mutirão pode resolver várias pendências judiciais da família.
Dados alarmantes: mais de 70 mil crianças sem o nome do pai em 2026
Segundo dados do Portal da Transparência do Registro Civil, entre 1º de janeiro e 22 de maio de 2026, 70.125 crianças foram registradas no Brasil sem o nome do pai na certidão de nascimento. Em Goiás, foram 2.323 registros no mesmo período. Considerando os últimos seis anos, o país contabilizou 1.118.817 registros de crianças sem o nome do pai na certidão de nascimento, dos quais 33.656 ocorreram em Goiás.
Esses números reforçam a importância de iniciativas como o Meu Pai Tem Nome. O reconhecimento de paternidade não é apenas uma questão burocrática: ele garante direitos fundamentais como pensão alimentícia, herança, inclusão em plano de saúde e o simples direito de saber quem é o pai.
Cidades goianas com maior número de registros sem o nome do pai
As cidades goianas com maior número de registros de crianças sem o nome do pai na certidão de nascimento entre janeiro de 2020 e 22 de maio de 2026 são:
- Goiânia, 7.756 registros, de 141.344 nascimentos
- Aparecida de Goiânia, 3.725 registros, de 42.426 nascimentos
- Anápolis, 1.989 registros, de 36.141 nascimentos
- Rio Verde, 1.302 registros, de 21.328 nascimentos
- Luziânia, 1.059 registros, de 8.992 nascimentos
- Senador Canedo, 861 registros, de 10.759 nascimentos
- Águas Lindas de Goiás, 788 registros, de 5.063 nascimentos
- Formosa, 769 registros, de 9.076 nascimentos
- Planaltina, 719 registros, de 6.068 nascimentos
- Jataí, 399 registros, de 7.250 nascimentos
- Caldas Novas, 287 registros, de 7.632 nascimentos
A capital Goiânia lidera o ranking, com 7.756 crianças registradas sem o nome do pai em pouco mais de seis anos. Isso representa cerca de 5,5% dos nascimentos na cidade no período.
Como se inscrever no mutirão
Para participar, basta procurar uma das unidades da DPE-GO listadas, enviar mensagem para o WhatsApp (62) 98330-0095 ou acessar o site da Instituição. O prazo final é sexta-feira, 24 de julho de 2026. Não deixe para a última hora: a organização prévia dos exames de DNA e das audiências depende da inscrição antecipada.
mutirão de reconhecimento de paternidade DPE-GO
Perguntas Frequentes
Quem pode participar do mutirão?
Podem participar pessoas que buscam o reconhecimento de paternidade ou maternidade biológica, socioafetiva ou post mortem em Goiás. O programa é voltado para filhos que não têm o nome do pai ou da mãe na certidão de nascimento.
Preciso pagar alguma taxa?
O atendimento da Defensoria Pública é gratuito. O programa Meu Pai Tem Nome não cobra taxas para inscrição ou participação no mutirão.
O que levar no dia do atendimento?
A fonte não especifica a documentação necessária. Recomenda-se levar documentos pessoais (RG, CPF) e a certidão de nascimento da criança. Em caso de dúvida, entre em contato pelo WhatsApp (62) 98330-0095.
Posso participar se morar em cidade que não está na lista?
Sim. Nas demais regiões do Estado, o atendimento será realizado de forma virtual, por meio de mediações e videoconferência. Basta se inscrever e aguardar o contato da Defensoria.
O mutirão resolve apenas o reconhecimento de paternidade?
Graças à parceria com o Tribunal de Justiça de Goiás, o Dia D também oferece emissão de segunda via de certidões e mediação de conflitos familiares envolvendo divórcio, dissolução de união estável, guarda, convivência familiar e alimentos.
O que acontece se não houver consenso entre os pais?
Quando há consenso e os requisitos legais são cumpridos, o procedimento pode ser homologado no próprio dia. Em outros casos, a Defensoria adota as providências necessárias para concluir o processo posteriormente.