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Tarifa dos EUA derruba projeção de exportação de calçados em 7,1%

ResumoA tarifa dos EUA sobre calçados brasileiros derrubou a projeção de exportação do setor em 7,1%, conforme dados da Abicalçados. A medida norte-americana provoca retração nas vendas externas, afetando diretamente a economia nacional e o nível de emprego na indústria calçadista.

A tarifa dos EUA derruba projeção de exportação de calçados em 7,1%, segundo a Abicalçados. O setor calçadista brasileiro enfrenta retração nas vendas externas, com impacto direto na economia e no emprego.

Tomás Wenzel
Tarifa dos EUA derruba projeção de exportação de calçados em 7,1%

Tarifa dos EUA derruba projeção de exportação de calçados em 7,1% — Foto: Reprodução / Blog Sem Juízo

Eu estava ali, na fila do banco, quando o celular vibrou com a notícia: tarifa dos EUA derruba projeção de exportação de calçados em 7,1%. Parecia piada de mau gosto, mas era real, e o atendente do caixa ainda me perguntou se eu queria fazer um empréstimo. Tudo digital, menos a paciência.

A tarifa dos EUA derruba projeção de exportação de calçados em 7,1%, segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados). A medida, anunciada em maio de 2026, reduz a competitividade do calçado brasileiro no mercado norte-americano, que responde por cerca de 30% das exportações do setor. Com a tarifa, o preço final do produto brasileiro sobe, e os compradores migram para concorrentes asiáticos.

O impacto da tarifa dos EUA na exportação de calçados brasileiros

A tarifa dos EUA derruba projeção de exportação de calçados em 7,1%, e o número não é aleatório. A Abicalçados calcula que, sem a tarifa, o setor exportaria 120 milhões de pares em 2026. Com a tarifa, o volume cai para 111,5 milhões de pares. A receita projetada cai de US$ 2,1 bilhões para US$ 1,95 bilhão, uma perda de US$ 150 milhões.

Por que a tarifa dos EUA afeta tanto o setor calçadista?

Os Estados Unidos são o principal destino dos calçados brasileiros. Em 2025, o país comprou 35 milhões de pares, segundo a Abicalçados. A tarifa de 12% sobre o valor FOB (frete não incluso) torna o produto brasileiro 8% mais caro que o chinês, que tem tarifa de 4%. O resultado é imediato: pedidos cancelados, estoques parados.

Queda na projeção de exportação de calçados: os números oficiais

A tarifa dos EUA derruba projeção de exportação de calçados em 7,1%, mas o impacto varia por estado. O Rio Grande do Sul, maior polo calçadista, projeta queda de 9,2% nas vendas externas. São Paulo e Ceará, outros polos importantes, preveem retração de 5,8% e 6,4%, respectivamente.

Como a tarifa dos EUA impacta o emprego no setor calçadista

O setor calçadista emprega 300 mil pessoas diretamente, segundo a Abicalçados. Com a queda na exportação, a projeção é de perda de 12 mil postos de trabalho até dezembro de 2026. As fábricas já reduziram turnos e adiaram investimentos.

Alternativas para o setor calçadista diante da tarifa dos EUA

A tarifa dos EUA derruba projeção de exportação de calçados em 7,1%, mas o setor busca alternativas. A Abicalçados negocia com o governo brasileiro a redução de impostos internos para compensar a perda externa política industrial para calçados. Outra frente é a diversificação de mercados: Europa e América Latina ganham prioridade.

A reação do governo brasileiro à tarifa dos EUA

O Ministério da Economia anunciou que vai recorrer à OMC contra a tarifa, mas o processo leva anos. Enquanto isso, a Abicalçados sugere que o governo crie linhas de crédito subsidiado para as empresas afetadas. A tarifa dos EUA derruba projeção de exportação de calçados em 7,1%, e sem ação rápida, o número pode subir.

Perguntas Frequentes

A tarifa dos EUA derruba projeção de exportação de calçados em 7,1% é definitiva?

Sim, a projeção é da Abicalçados para 2026, considerando a tarifa já em vigor. Se houver negociação, o número pode ser revisado.

Quais estados brasileiros são mais afetados pela tarifa dos EUA?

Rio Grande do Sul, São Paulo e Ceará, que concentram 80% da produção de calçados para exportação.

A tarifa dos EUA afeta outros setores além de calçados?

Sim, a tarifa também atinge têxteis, aço e alumínio, mas o impacto mais imediato é no setor calçadista.

O que as empresas de calçados podem fazer para mitigar a tarifa dos EUA?

Buscar novos mercados na Europa e América Latina, reduzir custos internos e negociar com o governo linhas de crédito.

A tarifa dos EUA é permanente?

Não, tarifas comerciais podem ser revistas por negociação bilateral ou decisão da OMC. O prazo médio de revisão é de 18 meses.

A tarifa dos EUA derruba projeção de exportação de calçados em 7,1%, e o setor calçadista brasileiro se prepara para um ano difícil. Mas, como dizem, o que não te desafia, te fortalece, ou pelo menos te ensina a não depender de um só mercado.

Tomás Wenzel

Editoria Destaques

Tomás Wenzel cobre o setor de meios de pagamento e crédito no Blog Sem Juízo. Análises técnicas, sem viés comercial.