….rede social é ombudsman da imprensa….

Redes sociais resgatam pluralismo e não deixam pecados da imprensa incólumes

Se a imprensa muitas vezes se assume como ombudsman do poder, as redes sociais estão se transformando cada vez mais em ombudsmans da própria imprensa.

Na semana que passou, um vídeo que já havia sido exibido pela TV Bandeirantes ganhou status de viral. A repulsa nas redes sociais à entrevista humilhante de um preso provocou manifestações formais do Ministério Público Federal, da Defensoria Pública baiana e até uma promessa da própria emissora em punir a jornalista. Como se a Band já não tivesse visto –e, inclusive, apresentado- o programa anteriormente.

Os pecados da imprensa não passam mais incólumes diante do exigente olhar compartilhado de uma multidão de perfis na rede.

#Globofail, por exemplo, foi “trending topic” no final de semana, quando internautas descobriram e avisaram aos demais que a rede de televisão que anunciava freneticamente a transmissão ao-vivo de uma luta de UFC, só ia mostrar mesmo o vídeo-tape.

A frustração foi generalizada, mas a questão é saber: quantas vezes não fomos enganados anteriormente?

Já não é fácil se informar escolhendo apenas um órgão de imprensa. Pegue-se, por exemplo, o assunto que é a coqueluche do momento.O leitor de Veja foi estimulado a acreditar que Lula teria chantageado Gilmar Mendes, no caso Mensalão. O espectador do Jornal Nacional ouviu o ministro do STF dizer que o ex-presidente não havia “nem pedido diretamente” o adiamento do processo. Enfim, o do Estadão soube logo que a única testemunha do encontro, Nelson Jobim, negou o teor da conversa, numa versão que foi simplesmente ignorada em outros veículos.

Em muitos casos, a verdade, ou a falta dela, depende basicamente de quem noticia.Difícil mesmo é crer no discurso insistente da grande mídia sobre a pouca confiabilidade da Internet, quando é justamente a contraposição de versões que ela promove, que nos ajuda a entender certas questões.

Se há um problema quando os órgãos de imprensa divulgam versões diferentes sobre o mesmo fato, há outro ainda maior quando expressam sempre a mesma opinião.

Com a elevada concentração da mídia e os interesses muitas vezes coincidentes entre seus proprietários ou patrocinadores, são as redes sociais que permitem uma recomposição do pluralismo, quando a verdade única se mostra incontornável e opressiva, quando não parcial e manipuladora.

As redes sociais são basicamente instrumentos de contato, não propriamente produtores de informação. Mas a amplitude desta conexão permite o acesso simultâneo a fatos de uma forma muito mais ampla.

Na morte de Bin Laden, por exemplo, a informação chegou ao Twitter antes mesmo de aportar nas agências de notícias. E quem acompanhou on-line pôde receber instantaneamente narrativas da CNN, da BBC e da Al Jazeera, sem ter que ficar trocando alucinadamente de canal.

Mas há ainda uma outra circunstância que se revela no vertiginoso crescimento das redes sociais.

O usuário delas não é apenas receptor da informação –é também seu emissor. Nas redes, todo indivíduo é potencialmente um meio de comunicação de massa. Ninguém sabe a dimensão que alcança um tuite ou um link a partir de seu perfil. Muitas vezes coisas aparentemente triviais são vistas e compartilhadas por milhões –e não raro passam a pautar a própria imprensa.

Há campanhas, há exageros e há maledicências nas redes sociais.

Mas em que veículo de comunicação tais problemas não se encontram nos dias de hoje?

A efervescência das redes sociais tem muito a ver com os movimentos de ocupação de espaços públicos que indignados de várias partes do mundo usam para denunciar, entre outros, os vícios da representação partidária.

Seja pela insuficiência dos canais tradicionais ou pela retomada do ativismo político, em busca de um desejo crescente de participação, há hoje muita gente querendo fazer comunicação com as próprias mãos.

E o resultado tem sido para lá de interessante.

Um comentário sobre ….rede social é ombudsman da imprensa….

  1. José da Mota 1 de julho de 2012 - 21:16 #

    O lado B das mídias Sociais. Duas em uma, as mídias sociais junto às tecnologias mais recentes são o maior sistema de espionagem já inventado pelo homem. Gravam tudo o que você fala e expõem em vídeo e fotos e textos para a eternidade. A Web foi criada para fins militares, é uma arma de espionagem, a maior delas. E continua sendo usada para isto. O resto é ilusão.
    Alteram suas regras, as mídias sociais, mudando todo o comportamento de uma sociedade e ou levando-a ao constrangimento porque expõe suas particularidades. Que só se fazia entre amigos íntimos ou às escondidas entre quatro paredes. Porque o usuário ainda se ilude que a Internet é algo privado, que só você ou quem você quer tem acesso às suas informações íntimas e particulares, naturalmente confidenciais como inclusive confidências verbais ou escritas feitas à algum(a) amigo(a).
    E o que é pior, em dois pontos:
    Primeiro, existem organizações criminosas especializadas em criar armadilhas para pessoas comuns que vivem solitáriamente e usam a Internet em uma frequência maior, com o risco de levar inexperientes ào crime em si, por pura ingenuidade. Transformando-as em reféns (vítimas) das próprias confidências, levando-as à navegações excusas, tenebrosas e às escuridões das trevas "também ciberneticas", expondo e comprometendo-as a situações inimagináveis, causando no mínimo traumas psicológicos, talvez para a eternidade.
    Segundo: é uma mídia que está nas mãos de meia dúzia de empresas influenciando as massas, o planeta, e de alguma forma com os seus dados estatísticos extraídos dos segredos pessoais guardados em seus bancos de dados. Ameaçando a todo momento e ou constrangendo e inibindo os movimentos legítimos em defesa de suas pátrias. Também transformando seus usuários em reféns (vítimas) das próprias confidências, navegações secretas e exposições de suas estratégias políticas, quando não se aproveitando dos momentos pessoais, suas intimidades e particularidades verbais ou físicas.
    Mesmo os Guerrilheiros, rebeldes, revolucionários e independentes são dependentes e submetidos às ações das plataformas que usam para "erguerem suas vozes" como: Facebook, twitter, Google, Yahoo, Gmail, hotmail, msn, Blog, Orkut, Linkedin, que s
    ap bancos de dados gigantescos que guardam as informções de todo o planeta com os seus IP´S. O que apelidei de era apocalÍPtica, com o maior´e único detentor da informação de todos inclusive das mídias sociais, o próprio grupo detentor da W W W, que controla tudo, cada virgula movimentada por todos eles.
    Os supercomputadores calculam estatisticamente tudo, baseado em informações pessoais para tomarem conclusões sobre mudança de comportamento à até um golpe de estado em uma nação, e como e onde se aproveitar disso.
    Como exemplo, de nome sugestivo, No Brasil temos o Tiranossauro, apelidado de Tirano, é um supercomputador da receita federal brasileira que cruza dados de seu cartão de crédito, imóveis (cartórios), contas bancárias de mais de 170 bancos, conta telefônica, plano médico, chegando `a mais de 30 opções de cruzamentos de informaçoes, hoje. Com tendência a aumentar sempre, vasculhando a vida fiscal e financeira de todo cidadão brasileiro e em milésimo de segundos.
    Imagine os supercomputadores que calculam estatisticas via mídias sociais, WEB, bancos de dados, identidade digital de voz nos bancos de dados das empresas telefônicas e etc?
    Esta na hora de criar um movimento que crie alternativas para que não fiquemos à mercê de meia dúzia de detentores desta tecnologia. Criar e fortalecer outras mídias sociais em bancos de dados independentes e seguros de privataria e acabar com o monopólio midiático e de espionagem que se instalou na Internet.
    José da Mota.
    Comentário para artigo publicado também e lino a princípio no blog de Altamiro Borges, para artigo de Luiz Carlos Azenha.

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